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Fundos multimercado Macro rendem mais de 180% do CDI no ano

De acordo com dados da Anbima, até o final de setembro os fundos desta categoria tiveram um retorno médio de 17,58%

SÃO PAULO – Os fundos Multimercados Macro são o destaque da indústria de fundos em 2015. De acordo com dados da Anbima, do começo do ano até o final de setembro, os fundos desta categoria tiveram um retorno médio de 17,58%, ou 184% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) - o benchmark rendeu 9,56%.

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De acordo com o analista de fundos da XP Investimentos, José Tibães, a alta do dólar pode ser apontada como uma dos principais drivers para o desempenho destes fundos no ano. “Alguns gestores estão conseguindo tirar muito prêmio de risco da exposição ao dólar. Com um cenário macroeconômico complicado, a moeda foi o grande ganhadora. Operar com juro está um pouco mais complicado, porque tem muita volatilidade”, afirma.

O analista destaca que este tipo de fundo tem muita liberdade para escolher os ativos e por isso é necessário uma alocação bastante ativa. “Os fundos Macro podem operar com moedas, juros, ações. O gestor precisa ter uma capacidade de entender o cenário e fazer uma alocação estratégica”, diz. Como estes fundos demandam bastante trabalho da equipe, Tibães lembra que o investidor precisa conhecer a estrutura da asset antes de investir.

Entre os fundos que têm se destacado está o Kondor LX, da Kondor Invest, que rendeu 16,66% até o final de setembro (174% do CDI). Na última carta enviada aos cotistas referente ao mês de agosto, a Kondor Invest enfatizou os problemas econômicos que o país enfrenta e lembrou que a crise política contribui para o seu agravamento. “O governo tem se mostrado extremamente inábil para lidar com a situação (...) Após um curto período no qual o governo teve alguma trégua, as críticas vindas de diferentes setores da economia voltaram a se elevar. O futuro do governo parece incerto”, disse a equipe de gestão.

Tibães aponta ainda o fundo Brasil Plural Macro, que obteve um retorno de 13,89% (ou 145,5% do CDI) até setembro. Em carta aos cotistas, a equipe da Brasil Plural afirmou que as distorções acumuladas pela economia brasileira demandam fortes correções na inflação, câmbio, emprego e nos resultados fiscais. “Entre elas, o desaquecimento da economia gera uma redução na demanda por mão de obra, que eventualmente disponibilizará recursos para setores mais produtivos e competitivos. Esta desaceleração também tende a reequilibrar a demanda e oferta domésticas e exercer um efeito desinflacionário ao longo dos próximos anos”, escreveram os gestores aos cotistas do fundo.

Outro fundo com boa consistência no longo prazo e que vem rendendo bem este ano é o Absolute Hedge, da Absolute Investimentos, que obteve um retorno de 13,19% (138% do CDI) até setembro. “Através de um processo de investimento disciplinado e de uma abordagem não-dogmática, o fundo buscará oportunidades com risco-retorno positivamente assimétricos e compatíveis com seus objetivos”, descreve a lâmina do fundo.

Já o BBM Maraú, da BBM Investimentos, obteve um retorno de 14,71% até o final do nono mês deste ano (154% do CDI). O fundo busca oportunidades “principalmente nos mercados de taxa de juros pré e pós-fixadas, índices de preço, moeda estrangeira, renda variável e derivativos diversos”, diz a gestora.

Boa opção para ganhar com o dólar
Os fundos multimercado Macro são considerados boas opções para quem quer ter exposição ao dólar e lucrar com a moeda norte-americana. Diferente dos fundos cambiais, que refletem praticamente toda a alta (ou queda) da moeda, os multimercados operam com diversas estratégias simultâneas e por isso são considerados uma opção mais completa de investimento. Se em determinado momento os gestores acreditam que o dólar deixou de ser uma boa aposta, eles podem diminuir a exposição comprada na moeda e aumentar em outros mercados, como juros e Bolsa – portanto, se o dólar cair, o fundo muitas vezes não vai ser tão prejudicado.

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