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Os números de uma novata da Bolsa que justificam sua recomendação de compra

O preço-alvo estimado para as ações do Burger King (BKBR3) em janeiro de 2018 é de R$ 20,30 no cenário base, 20,6% acima do fechamento de sexta-feira (2)  

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - A equipe de análise da XP Investimentos recomenda compra das ações do Burger King (BKBR3) mesmo com a queda de 2,91% dos papéis no acumulado deste ano. Segundo o time de análise, existem duas principais vias de expansão de ganhos para a empresa que justificam o otimismo com as ações.

Essas principais vias são o aumento no número de restaurantes e a melhora operacional conforme a base de restaurantes começar a maturar.

Os analistas destacam que, embora tenha aberto um número relevante de restaurantes no Brasil nos últimos anos, o segmento de fast food no Brasil ainda é subpenetrado e cresce fortemente. As redes de hambúrguer ainda representam menos de 15% do total de fast food, e tiveram uma taxa de crescimento anual de aproximadamente 14% entre 2011 e 2016 ante o crescimento de 9% do setor.

Além disso, existe uma lacuna relevante entre o Burger King e seu principal concorrente, o Mc Donald's, de cerca de 300 restaurantes, observam os analistas em relatório enviado a clientes. "Fora o potencial de expansão, o Burger King vem mostrando performance superior à do concorrente em termos de vendas em mesmas lojas, e mesmo com abertura forte de restaurantes tem conseguido diluir despesas e expandir margens nos últimos anos", destacam os analistas. 

Com um cenário macroeconômico mais favorável e à favor da expansão do número de restaurantes, mantida a execução, os analistas esperam que a robustez operacional do Burger King se mantenha nos próximos anos.

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Balanço
O Burger King divulgará seu resultado referente ao quarto trimestre de 2017 em 8 de março e os analistas da XP estimam crescimento de aproximadamente 25% no faturamento de 2017, com volume próximo a R$ 1,8 bilhões, e ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cerca de 48% maior em comparação com 2016, o que resultaria em margem ebitda de 10%, com crescimento de 1,5 ponto percentual ante o ano anterior.

"O crescimento deve continuar nos próximos 4 anos, com forte abertura de restaurantes por ano impulsionada pelos recursos captados na oferta primária e pelo ambiente macroeconômico mais favorável", afirmam os analistas.

Para 2018, a expectativa é de um incremento de cerca R$ 650 milhões na receita, sendo parte disso em função de vendas mais fortes - de cerca de 8% nas mesmas lojas, parte da abertura orgânica de restaurantes e o restante proveniente da compra de 50 pontos pertencentes a um franqueado.

Os analistas também esperam um incremento importante no ebitda em decorrência de custos crescendo menos, já que a inflação deve ficar abaixo dos 5%, e da diluição de despesas - mesmo considerando as despesas préoperacionais, dado que a base de restaurantes é maior a cada ano.

"O Capex ainda será alto nesse ano e nos próximos, e consequentemente a expectativa é que o fluxo de caixa livre seja positivo a partir de 2020/2021", avaliam.

O preço-alvo estimado para as ações do Burger King (BKBR3) em janeiro de 2018 é de R$ 20,30 no cenário base, 20,6% acima do fechamento de sexta-feira (2) - podendo chegar a R$ 21,70 no cenário ótimo ou baixar para R$ 15,50 em caso de estresse. 

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