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10 ações para comprar em setembro, segundo a Citi Corretora

O novo portfólio traz três mudanças em relação a agosto

SÃO PAULO – A equipe de análise da Citi Corretora divulgou as 10 ações que compõem a carteira recomendada deste mês. O novo portfólio traz três mudanças em relação a agosto, com a entrada das ações da Suzano (SUZB5), Ecorodovias (ECOR3) e Transmissão Paulista (TRPL4) no lugar dos ativos de Cemig (CMIG4), Taesa (TAEE11) e Localiza (RENT3). 

 Veja a carteira recomendada pela Citi para setembro:

Empresa Ticker Preço-alvo
Braskem BRKM5 R$ 48
Suzano SUZB5 R$ 19,20
Lojas Americanas LAME4 R$ 20,60
Gerdau GGBR4 R$ 13
Itaú Unibanco ITUB4 R$ 44
Iguatemi IGTA3 R$ 40
Petrobras PETR4 R$ 21,80
Iochpe Maxion MYPK3 R$ 21
Ecorodovias ECOR3 R$ 12,70
Transmissão Paulista TRPL4 R$ 78,50

A Citi acredita que as ações da Cemig (CMIG4) podem “ganhar momentum” com a esperada efetivação do plano de venda de ativos e os esforços da administração para alteração do perfil da dívida. Os papéis também são afetados positivamente pelos cortes na taxa Selic.

 A inclusão das ações da Iochpe-Maxion (MYPK3) decorre de sua diversificação geográfica, o que garante característica defensiva para suas ações. A empresa também conta com estabilização da demanda no mercado doméstico e menores taxas de juros impulsionando o lucro por meio de despesas financeiras mais baixas. A exposição à economia norte americana, em ampla expansão, também é vista como positiva pela corretora. 

 A recomendação de compra da Braskem (BRKM5) foi mantida porque a empresa negocia a múltiplos “bastante atrativos” ante às empresas pares internacionais, de acordo com a corretora. O pamp-up da planta no México, o ciclo positivo para os spreads e a melhora gradual de volume no mercado doméstico também funcionam como suporte para as ações.

 A venda de ativos da Petrobras é potencial catalisador para as ações preferenciais (PETR4) e a avaliação do contrato de transferência de direitos pode levar a um reembolso do governo à empresa, avalia a Citi.

 O novo plano de negócios destaca o forte compromisso da companhia em reduzir o endividamento, que deve seguir com foco em redução de custos e geração de fluxo de caixa livre.

 A Citi acredita que a Lojas Americanas (LAME4) está bem posicionada para participar da esperada recuperação na atividade econômica brasileira dada à presença nacional com oferta de produtos de baixo valor. Com a capitalização, os múltiplos de negociação devem apresentar uma compressão, especialmente entre os anos de 2018 e 2019.

 “Esperamos uma aceleração na abertura de lojas para um ritmo de cerca de 200 novas lojas ao longo do período de 2017-2019, ante ritmo de abertura de lojas inferior a 90 unidades entre os anos de 2015 e 2016”, avalia a corretora.

 As ações da Gerdau (GGBR4) devem ser positivamente afetadas pelo ciclo de corte na taxa Selic em curso e a expectativa é de crescimento no consumo de aço em 2017, melhorando a utilização de capacidade. A diversificação e a forte geração de fluxo de caixa devem continuar dando suporte às ações, segundo a corretora.

 O recente anúncio de aquisição da Hertz, que depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), pode criar oportunidades de crescimento de receita para a Localiza (RENT3), reduzindo ainda seus competidores locais, avalia a Citi.

 “Os resultados recentes surpreenderam positivamente e suportam uma visão mais otimista para as ações”, acredita a corretora, ressaltando que os papéis também são positivamente afetados pelo ciclo de corte na Selic em curso.

 A Citi considera que a Iguatemi (IGTA3) tem um portfólio de “alta qualidade” e estrutura com eficiência de custos, além de endividamento com exposição substancial ao CDI (76%), o que é positivo dado o atual ciclo de cortes na taxa Selic.

 A recomendação de compra das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) é decorrente do maior ROE (retorno sobre patrimônio) do sistema bancário brasileiro e, por isso, os papéis devem negociar com prêmio em relação aos pares.

  “Acreditamos que o negócio de fees está subavaliado”, diz a Citi, que considera o banco “bastante eficiente”. Além disso, a corretora considera que o Itaú tem balanço sólido e que o excesso de capital proporciona flexibilidade ao banco para manter em nível mais elevado o payout ratio.

Moedas com tabela de valorização ao fundo
(Shutterstock)

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