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Carteira XP: 10 ações para ganhar dinheiro com dividendos

Foram poucas alterações em relação ao mês anterior, mantendo a estratégia de manter o beta da carteira em patamares mais baixos

Ações
(Shutterstock)

 SÃO PAULO – A equipe de análise da XP Investimentos divulgou sua carteira de dividendos para julho com 10 ações. 

 A principal modificação foi a entrada da ação da Smiles (SMLE3) que, além de negociar com dividend yield alto para 2017 (de 8,1%), tem também potencial interessante de valorização, na avaliação da XP.

 Para abrir espaço para a entrada de Smiles sem aumentar o beta, foi reduzida de forma igualitária a participação em BB Seguridade (BBSE3) e B3 (BVMF3), papéis que historicamente apresentam correlação mais forte com o desempenho do mercado. 

 Em junho, a carteira XP de dividendos teve queda de 0,7% e o Ibovespa caiu 0,8%. No primeiro semestre do ano, a carteira avança 10,6%, enquanto o Ibovespa tem alta acumulada de 3,3%.

 Veja a carteira de dividendos recomendada para julho: 

Empresa Ticker Participação na carteira
Itaú Unibanco ITUB4 15%
Telefônica Brasil VIVT4 15%
BB Seguridade BBSE3 8%
B3 BVMF3 8%
AES Tietê TIET11 12%
Taesa TAEE11 12%
CCR CCRO3 8%
Ultrapar UGPA3 7%
Ambev ABEV3 9%
Smiles SMLE3 6%

 Embora o perfil da Smiles não seja exatamente defensivo, a XP vê na companhia um potencial de retorno total alto, que engloba tanto a valorização dos papéis, como o bom pagamento de dividendos.

 Após o evento da delação da JBS em meados de maio, o patamar caiu e o preço permaneceu em níveis baixos, o que não condiz com a melhora de fundamentos esperada para o ano, explicam os analistas. “Mesmo que o risco de mercado seja um fator importante para definir o rumo do preço dos papéis, vemos potencial de upside”.

 A redução em BB Seguridade e B3 visa, principalmente, abrir espaço para a entrada de Smiles sem aumentar o beta da carteira. “B3 especificamente apresentou valorização forte no mês, e reduzir a posição visa capturar parte desse ganho”, detalha a XP.

 Quanto à BB Seguridade, cujas ações apresentaram queda mais intensa no mês de junho, a opção foi por reduzir, principalmente, devido impacto negativo que a queda da taxa de juros tem no primeiro momento. “A probabilidade de corte de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião está cada vez maior, e acreditamos que isso possa refletir nos papéis”, avalia a XP.

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