OGX, Vale e Petro pressionam o Ibovespa, que abre a semana com queda de 0,68%

Restrições ao mercado imobiliário na China pressionaram ações de mineradora, LLX é destaque de alta na sessão
Por Lara Rizério  
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*Atualizado às 17h55 (horário de Brasília)

SÃO PAULO - Mesmo reduzindo as perdas após cair cerca de 1,43% no intraday, o Ibovespa fechou em queda a sessão desta segunda-feira (4), pressionado pelas principais blue chips. O benchmark da bolsa abriu a semana com baixa de 0,68%, a 56.499 pontos, a segunda queda seguida do índice. O giro financeiro foi de R$ 6,51 bilhões. 

O índice chegou a se recuperar com a diminuição das perdas das ações da OGX Petróleo (OGXP3), que chegaram a cair 7,24%, a R$ 2,82, nesta sessão. Entretanto, os papéis voltaram a registrar perdas mais fortes, fechando a sessão com queda de 4,61%, a R$ 2,90, liderando a ponta vendedora do índice. Por outro lado, as ações da LLX Logística (LLXL3) chamaram a atenção, com alta de 10,71%, a R$ 2,17, liderando os ganhos do Ibovespa.  

Nesta sessão, o mercado refletiu principalmente as novas restrições ao setor imobiliário na China, na tentativa de conter a forte alta nos preços do setor no país - aumentando dúvidas acerca da demanda de minério de ferro do gigante asiático. Assim, as ações da Vale (VALE3VALE5), que possuem a maior participação no índice, tiveram um dia de forte queda, com os papéis preferenciais registrando baixa de 3,40%, aos R$ 34,05. Os papéis da Bradespar (BRAP4), que possui uma fatia na mineradora, registraram baixa ainda maior, de 3,87%, a R$ 27,30. 

Com as medidas na China, o principal índice acionário por lá fechou em forte queda de 3,6%, jogando pressões também sobre as bolsas do exterior - entre às principais bolsas mundiais, apenas o Nikkei avançou nesta sessão. O governo local anunciou novas medidas para o setor imobiliário, como uma alta no valor da entrada para a compra do imóvel e aumento nas taxas na hipoteca da segunda casa, além de um imposto de 20% sobre o ganho de capital em imóveis usados.

Ações da Petro também pressionam
Além dos papéis da Vale e OGX, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) também registraram um dia bastante negativo, com destaque para os ativos ON, que registraram queda de 3,07%, a R$ 14,23, na esteira da divulgação de um vazamento de óleo na Bacia de Campos que, segundo a companhia, já foi controlado. As açõs preferenciais, por sua vez, tiveram a sexta maior baixa do índice, com perdas de 2,37%, a R$ 16,50.

Já na ponta positiva, além da LLX, destaque para as ações da Gol (GOLL4), que fecharam em alta de 5,31%, a R$ 13,29, enquanto os ativos da JBS (JBSS3) tiveram ganhos de 3,18%, a R$ 6,81. 

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 2,90 -4,61 -33,79 356,26M
 BRAP4 BRADESPAR PN 27,30 -3,87 -16,84 37,30M
 VALE5 VALE PNA 34,05 -3,40 -16,69 777,66M
 PETR3 PETROBRAS ON 14,23 -3,07 -27,21 134,73M
 VALE3 VALE ON 35,64 -3,02 -15,70 129,09M


As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LLXL3 LLX LOG ON 2,17 +10,71 -9,58 33,44M
 GOLL4 GOL PN N2 13,29 +5,31 +3,02 21,41M
 JBSS3 JBS ON 6,81 +3,18 +13,50 31,99M
 USIM3 USIMINAS ON 10,72 +2,68 -21,58 2,76M
 BISA3 BROOKFIELD ON 3,14 +2,61 -8,19 10,17M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 34,05 -3,40 777,66M 33.478 
 PETR4 PETROBRAS PN 16,50 -2,37 489,46M 32.759 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 2,90 -4,61 356,26M 41.390 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 35,05 -0,43 225,89M 14.004 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 36,13 +1,15 209,26M 14.217 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 13,18 +0,15 160,62M 21.834 
 BBAS3 BRASIL ON ED 26,52 -0,11 155,55M 12.996 
 PETR3 PETROBRAS ON 14,23 -3,07 134,73M 15.287 
 VALE3 VALE ON 35,64 -3,02 129,09M 10.174 
 CIEL3 CIELO ON 59,65 -0,27 126,86M 6.521 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
 

Expectativa por aumento da Selic
Por aqui, o Relatório Focus mostrou um leve ajuste nas projeções do mercado para a economia. Enquanto a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 3,10% para 3,09% neste ano, para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) a projeção subiu de 5,69% para 5,70%.

Chama atenção, também, a revisão nas projeções para a taxa Selic por parte de alguns participantes do mercado. Apesar da mediana das expectativas continuar prevendo uma taxa em 7,25% ao ano em 2013, a média das instituições Top 5 de curto prazo já projeta uma alta, para 7,55% ao ano.


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