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BB, Itaú e Bradesco podem levar tombo de R$ 13,57 bi com recuperação judicial da Oi

Pelos cálculos do Credit, o BB é o mais exposto à empresa, com cerca de R$ 4,3 bilhões, mas cuja posição pode chegar a R$ 5,9 bilhões

SÃO PAULO - O pedido de recuperação judicial da Oi (OIBR3; OIBR4) pode gerar um rombo de R$ 13,57 bilhões no Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco, segundo estimativas do Credit Suisse, em relatório divulgado nesta terça-feira (21). 

Pelos cálculos da equipe de análise do Credit, chefiada por Marcelo Telles, o BB é o mais exposto à empresa, com montante podendo chegar a R$ 5,9 bilhões. Já a exposição do Itaú Unibanco pode atingir R$ 5,7 bilhões, enquanto Bradesco parece ser - entre os bancos listados na BM&FBovespa - o menos exposto, com algo próximo a R$ 1,9 bilhões.

Na semana passada, antes do pedido de recuperação da companhia, dados da Bloomberg obtidos pelo Deutsche Bank apontavam que a exposição dos três bancos poderia chegar a R$ 8 bilhões, sendo R$ 4 bilhões para BB; R$ 2,5 bilhões para Itaú; e R$ 1,5 bilhão para Bradesco (para conferir a matéria completa clique aqui). 

Os analistas acreditam que o peso pode ser relevante e abrir um precedente para o segmento "corporate" das instituições financeiras. O custo de risco (principalmente do Itaú e Banco do Brasil) deve piorar e as provisões dos bancos devem aumentar, o que pode trazer algum impacto já no resultado do 2° trimestre de 2016, comentam.

Já pelos cálculos do Bradesco BBI, divulgados em relatório desta terça-feira, os analistas apontam uma exposição do BB de R$ 4,3 bilhões entre debêntures e linhas tradicionais de empréstimos

Eles lembram que, em procedimento de recuperação judicial, os bancos classificam os empréstimos na categoria “E”e “F”, que normalmente exigem entre 30%-50% de provisionamento. Depois de aceito pelo juiz, a prática costuma ser de 70%-100% de provisionamento (dependendo das garantias).

Segundo o Bradesco BBI, provisionamento adicional poderia, provavelmente, dragar o resultado do 2° trimestre de 2016 do BB ao nível do 1° trimestre de 2016 em cerca de R$ 1,2 bilhão do lucro líquido, podendo levar o lucro para zero no 3° trimestre. Já o índice de basileia do banco pode cair em cerca de 60 pontos-base, aumentando apreensão dos investidores sobre posição de capital. 

Já os analistas do Credit lembram o caso da Sete Brasil para citar que provavelmente a provisão para Oi ainda seja bem pequena (algo próximo de 10%, na nossa visão deles). A dívida sob proteção da empresa está em R$ 65,4 bilhões, o que supera a dívida financeira de R$ 49,4 bilhões.

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