Em negocios / startups

CEO da Theranos, polêmica startup acusada de "fraude massiva", pede dinheiro a ex-investidores

A Theranos foi de uma das mais promissoras startups do mundo à beira da falência entre 2014 e 2016, após ser acusada de fraude 

Theranos
(Reprodução)

SÃO PAULO – Um mês depois de ser acusada de “fraude massiva”, a cofundadora e CEO da Theranos, Elizabeth Holmes, escreveu carta para os ex-investidores da startup pedindo aporte para que a companhia possa sobreviver.

A startup, que foi de uma das mais promissoras do mundo à beira da falência entre os anos de 2014 e 2016, está sendo investigada pela SEC (Comissão de Segurança e Câmbio) dos EUA – cujo papel é semelhante ao da CVM brasileira – por ter “ganhado dinheiro através de uma fraude elaborada e de muitos anos”, além de ter enganado seus investidores, que aportaram mais de US$ 700 milhões na companhia.

Na carta, obtida pelo Buzzfeed News, Holmes escreveu que a startup precisa de uma “infusão de dinheiro” após o desenvolvimento do teste para identificar o vírus Zika sofrer atrasos e, por conta do prazo, não ter recebido aprovação da FDA (Food and Drug Administration) norte-americana.

“Alcançar esse marco ainda no primeiro semestre deste ano era fundamental para nosso plano de negócios”, escreveu a CEO, explicando que obter a aprovação do produto pela FDA era uma das condições para que a empresa recebesse parte dos US$ 100 milhões em financiamento fechado com a empresa de investimentos Fortress Investment Group. Desse total, a empresa já recebeu US$ 65 milhões e receberia mais US$ 10 milhões caso tivesse obtido a aprovação da FDA.

“A opção mais viável que identificamos para prevenir uma potencial venda [da empresa] em médio prazo ou potencial calote em nosso acordo de crédito é receber mais investimento de um ou mais de vocês. Na situação em que estamos, não existem pedidos fáceis”, continuou a CEO.

Na semana passada, a Theranos anunciou a demissão da maioria de seu quadro de funcionários, com somente 12 funcionários remanescentes na empresa.

A polêmica envolvendo a startup começou em 2015, quando o jornal The Wall Street Journal publicou um texto em que questionava a tecnologia e os métodos laboratoriais da empresa; desde então, a empresa teve dois anos de exames anulados, enfrentou sondas federais e teve seu principal serviço proibido. Holmes, por sua vez, foi condenada a pagar uma multa de US$ 500 mil e a abrir mão de 19 milhões de ações da empresa.

Invista seu dinheiro da melhor forma possível. Abra sua conta na XP Investimentos. 

Contato