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Microempresários brasileiros estão otimistas com os negócios para 2017 – Veja com Flavio Maluf

Apesar dos resultados negativos de 2016, os pequenos empresários estão otimistas para esse ano. Eles preveem estabilidade no quadro de funcionários e na manutenção dos preços dos produtos e serviços

Os reflexos do ano de 2016 não foram muito animadores para os empresários das Micro e Pequenas Empresas (MPE) mineiras. A crise trouxe a queda no faturamento, na margem de lucro, nas vendas e no quadro de funcionários, além do aumento dos custos do endividamento dos pequenos negócios. Para o Superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Minas, Afonso Maria Rocha, "2016 foi um ano no qual as micro e pequenas empresas sentiram o aprofundamento da recessão econômica, a retração da produção e dos investimentos, além do aumento das taxas de desemprego".

Contudo, para 2017 o que parece prevalecer é o otimismo. A pesquisa "Avaliação de 2016 e perspectivas de 2017 das MPE mineiras" - realizada pelo Sebrae Minas, com 1.814 empresários de todo o estado nos setores de comércio, serviços e indústria - revelou que grande parte dos donos do seu próprio negócio estão otimistas para esse ano e preveem estabilidade no quadro de funcionários, bem como na manutenção dos preços dos produtos e serviços. Quem fala sobre o assunto é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Conforme o estudo, 68,7% dos entrevistados têm expectativa de que o número de empregos nas empresas permaneça - bem como a estabilidade nos preços médios dos produtos e serviços oferecidos pelos negócios, apontada por 59,5% dos entrevistados. Já em relação aos custos, Flavio Maluf reporta que 68,6% dos pesquisados acredita que haverá um aumento em relação a 2016.

Afonso Maria Rocha explica que o otimismo dos empresários das MPE representa uma possível retomada do crescimento. "Temos que olhar com atenção essas expectativas, pois os pequenos negócios têm papel fundamental na economia do país. Em Minas Gerais, eles são responsáveis por 59% da força de trabalho e representam 48% dos salários pagos no estado, o que equivale a cerca de R$ 2,6 bilhões na economia", ilustra o Superintendente.

O executivo Flavio Maluf acentua que foi principalmente em relação ao crescimento do faturamento (66,6%) que o otimismo dos entrevistados foi verificado. Da mesma forma, são os empresários do setor de serviços que mais confiam em um melhor resultado para 2017. Ainda, mais da metade dos pequenos negócios esperam resultados positivos em relação à margem de lucro (53,5%), à ampliação da carteira de clientes (69,1%) e ao aumento das vendas (66,7%).
Além disso, 50% dos pesquisados acredita na expansão dos investimentos previsto para os próximos três anos. Sendo que, do total de empresários que planejam investir, a maior parte deles, segundo resultados do estudo, destinaria recurso para a ampliação e reformas (51,8%) e para aquisição de máquinas e equipamentos (36,7%), destaca Flavio Maluf.

Quando perguntados a respeito das suas expectativas em relação à permanência da empresa no mercado, no entanto, Flavio Maluf salienta que 48,3% dos empresários afirmaram estar receosos, inseguros ou muito inseguros. Dentre os principais motivos para essa desconfiança, estão à instabilidade econômica do país (57,4%) e à queda brusca do volume de vendas (12,9%).

Rocha completa que "para quase a metade dos entrevistados, uma das maiores preocupações é com a conjuntura econômica deste ano, inclusive com a instabilidade financeira, as baixas expectativas em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e, principalmente, com a elevação da carga tributária – impostos que pesam bastante no fechamento das contas das micro e pequenas empresas".


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