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Sucesso na carreira, um modelo em transformação

O modelo de sucesso tradicional começa a ser questionado por quem se sente infeliz na profissão. Coach e especialista em carreira explica o que leva as pessoas a se questionarem, mesmo quando possuem todos os requisitos para uma vida de sucesso.

Passar no vestibular, escolher uma profissão que remunere bem, conquistar posições de destaque no mercado de trabalho, viajar uma vez ao ano, financiar uma casa para pagar em 30 anos, ter carro e família.

O modelo tradicional de sucesso começa a ser questionado e transformado por quem já conquistou todas essas coisas, ou estava no caminho, e não se sentiu feliz e realizado.

De acordo com Lilian Sanches, coach e especialista em carreira da Intentus, há uma procura cada vez maior de pessoas que querem mudar de carreira buscando, não um caminho de sucesso, mas uma forma de se sentir feliz e realizado profissionalmente.

Somente neste ano, ela informa que 80% das pessoas que a procuraram afirmaram que queriam mudar de emprego ou carreira porque se sentiam frustradas com a profissão escolhida.

Segundo ela, é cada vez mais cedo que as pessoas começam a se questionar se o caminho de sucesso que estão trilhando realmente faz sentido para sua vida. Segundo a especialista, isso acontece porque as pessoas escolhem muito cedo a profissão, seguindo modelos definidos pela vontade e necessidade dos outros, sem conhecer e questionar a própria vontade.

Além disso, ela ressalta que as pessoas mudam e suas necessidades, vontades e sonhos também mudam.

"Seguimos um caminho para o sucesso sem saber ao certo onde ele vai nos levar. Só enxergamos o destino quando estamos chegando na reta final. Por isso a frustração. Muitas vezes, o que deixamos pelo caminho foi muito custoso, dói. E o benefício nem era tão grande assim. Nos perdemos na nossa própria ânsia em querer conquistar cada vez mais. E, muitas vezes, conquistar o que nem ao menos valorizamos. E isso quando conquistamos, porque muita gente corre, corre, corre...e nunca chega na reta final", afirma a especialista.

Para Lilian Sanches, conforme as pessoas mudam, algumas coisas que eram importantes ficam para trás. Uma das questões que mudam é quanto a aprovação social em relação à escolha profissional na juventude. "Muitas vezes, os jovens não querem provocar a ira
familiar na escolha do futuro profissional justificando que estavam apenas seguindo seus sonhos. Essa escolha pode, inclusive, acontecer inconscientemente", revela.

Outra questão que muda é que, conforme o tempo passa, as pessoas passam a se preocupar mais com a saúde, qualidade de vida e família. É aí que surge a clareza sobre a finitude da vida. "Na juventude, vivemos a certeza de que somos eternos. A velhice está muito longe. Conforme os anos passam, começamos a perder amigos, ver gente da mesma idade enfartando, adoecendo. É a fase onde começamos a questionar se o CNPJ vale o AVC. E então precisamos de tempo livre, menos dedicação e mais cuidados com a gente mesmo", avalia.

Sanches diz que uma maneira de mudar o quadro da insatisfação profissional e infelicidade é se questionar sobre "o que você quer ser quando crescer", agora sem o peso das escolhas dos outros, "ou das necessidades criadas pela sociedade e que não te cabem mais, apenas vivendo aquilo que te faz sentido, mas sem esquecer o planejamento".

Ainda assim, a especialista alerta que mudar não é tão simples. Segundo ela, primeiro vem o medo do desconhecido e, depois, a descoberta do que faz sentido para a pessoa e o que ela quer. O receio é arriscar algo diferente quanto todo mundo faz a mesma coisa e segue a vida do mesmo jeito.

Para todos os casos, Sanches é enfática: é preciso sair da zona de conforto. De acordo com a especialista, há dois tipos de pessoas:
- as que fazem e as que reclamam da própria vida e falam mal das que fazem. "Não temos como definir que uma será mais feliz que a outra. A única coisa que sabemos é não é o segundo tipo de pessoa que transforma o mundo. Se evoluímos, como espécie, e chegamos até aqui é porque em algum momento alguém saiu da zona de conforto, deixou o medo de lado e foi em frente", avalia.

O caminho para saber o que faz sentido para cada um dos insatisfeitos e infelizes profissional é a busca do autoconhecimento e o aprendizado com sua própria história.

Investir no próprio desenvolvimento também é apontado como um caminho. A coach e especialista em carreira fala que estes são os pilares para todo o processo de mudança.

Buscar um trabalho onde a pessoa possa utilizar suas potencialidades, seus talentos e permita que possa expressar opiniões e ser quem realmente é também faz parte do caminho.

"Você pode testar coisas novas, seja um novo trabalho, um novo modelo de contratação, uma nova empresa. E talvez você vá incluir muitas destas experiências na lista do que não quer. Mas é preciso testar", diz Lilian Sanches.

Abaixo, a coach e especialista em carreiras da Intentus, Lilian Sanches, dá o passo a passo para iniciar uma transição de carreira;

- Entenda o que você quer fazer, mesmo que seja só o primeiro passo.

Você já pensou no que quer ou gostaria de fazer? Muitas vezes pensamos em mudanças drásticas sendo que apenas estamos insatisfeitos com algo pontual. Basta uma mudança de área, de cargo, de empresa ou inserirmos algo novo no contexto atual e a satisfação
já aumenta.

Se é uma mudança maior, pense em começar a fazer algo em paralelo, iniciar e testar o que for possível.

- Defina o melhor momento para cada passo e entre em ação

Seja qual for a mudança, da mais simples a mais drástica, uma coisa é certa: quanto mais nos preparamos e planejamos, mais tranquilamente as coisas fluem. Por isso é importante pensar nas pessoas envolvidas, nas questões financeiras, nos ganhos e perdas de cada ação. E lembrar que mesmo a meta mais difícil pode ser alcançada.

- Cerque-se de pessoas com o mesmo propósito

Muita gente vai rir dos seus sonhos e dizer que você não é capaz. Tentarão fazê-lo desistir dos seus projetos e se ajustar ao padrão comum. Estas pessoas somente irão valorizar seus feitos quando você provar que deu certo.

O mundo requer mais autoconsciência e menos competição. Substitua a competição pelo compartilhamento e pela compaixão. Ao invés de caminhar sozinho rumo as suas realizações, leve com você as pessoas que estão realmente ao seu lado e que amam você verdadeiramente.


Lilian Sanches é Coach, Palestrante e Especialista em Carreira & Felicidade. Sócia da Intentus, é Administradora, Personal, Professional & Positive Coach, especializada em Psicologia Positiva e Leader Coach. Atuou muitos anos em grandes empresas e hoje ajuda as pessoas a terem uma carreira autêntica.
( www.intentus.me )
Website: http://www.intentus.me/cursos-e-agendas/

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