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Mark Cuban diz que acertou ao não investir em empresa que a Amazon comprou por US$ 1 bilhão

Em 2013, a Ring participou do reality show com investidores interessados em dar apoio financeiro a grandes ideias, mas não recebeu nenhum aporte   

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SÃO PAULO - Na terça-feira (27), a Amazon anunciou a compra da Ring, uma fabricante de campainhas inteligentes, em um acordo avaliado em US$ 1 bilhão, segundo informações do CNBC. Mas poucos sabem que anos atrás, em 2013, a Ring participou do “Shark Tank”, reality show norte-americano com investidores interessados em dar apoio financeiro a grandes ideias de empreendimento, mas não recebeu nenhum aporte.

Os investidores do programa tiveram a chance de serem os primeiros patrocinadores do negócio. Na época, o CEO da Ring, Jamie Siminoff, apareceu em um episódio buscando um investimento de US$ 700 mil em troca de 10% da empresa, então chamada de Doorbot. Mas a ideia foi rejeitada.

Apenas o empreededor Kevin O'Leary fez uma oferta pelo negócio, mas Siminoff recusou. No entanto, o empreendedor bilionário e dono da equipe de basquete, Dallas Mavericks, Mark Cuban, afirma que acertou em não fazer uma oferta pela empresa. "Eu negaria investimentos de novo se me fizessem outra proposta", disse Cuban.

Isso porque Cuban tinha dúvidas quanto a quantidade de capital que a empresa precisaria para crescer.  "Enquanto Siminoff fez um trabalho incrível transformando a Doorbot na Ring, tenho uma aversão com empresas que exigem centenas de milhões de dólares para funcionar, para depois entregar uma receita bem menor do que o investimento inicial", explica ele.

Mesmo sendo contra o investimento na companhia, o bilionário não desmerece o negócio. "Ele mereceu cada centavo. Não foi fácil para ele. Isso é sobre minha opinião e sobre o que eu busco em um negócio, e a Doorbot não se encaixava na época", diz.

O'Leary, por sua vez, diz que viu uma promessa em Siminoff, mas teve problemas para investir no negócio na fase inicial. "Eu gostei muito de Siminoff. Achei que ele era um grande vendedor, mas naquela época sua avaliação estava totalmente incoerente", conta O'Leary. Assim como o Cuban, O'Leary diz que ele fez a escolha certa.

"Eu nunca penso nisso pela segunda vez. Acredito que a estrada sempre segue para frente. Você não pode voltar atrás – nem pode adivinhar como será. Você deve fazer o que pensa ser certo no momento".

Ambos os bilionários afirmam que estão felizes com Siminoff e esperam que ele inspire as futuras gerações a serem ambiciosas e empreendedoras.

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