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Jogos de futebol do fim de semana são adiados com greve de caminhoneiros

FERJ confirmou adiamento de todos os campeonatos por desabastecimento; CBF estuda a situação

árbitro auxiliar bandeirinha
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) anunciou nesta quinta-feira o adiamento de todos os campeonatos que organiza, tanto os de base como os profissionais. O motivo é o desabastecimento do estado do Rio por conta da greve dos caminhoneiros, conforme explicou a federação em comunicado. 

Embora a situação seja semelhante nacionalmente, a CBF ainda não se posicionou a respeito da rodada deste fim de semana. Por ora, todos os jogos estão mantidos, mas a possibilidade de adiamento não está descartada. 

A paralisação da FERJ afeta o Campeonato Carioca Série B1 sub-20, o Carioca Série B1 profissional e o troféu Guilherme Embry sub-16. As quatro divisões do Campeonato Brasileiro não são afetadas, pois a organização é de responsabilidade da CBF. 

Na manhã desta quinta, o Sindestado-RJ (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Estado do RJ) disse que cerca de 90% dos postos já estão sem combustível.

Em São Paulo, o Sincopetro estimou que os postos deverão ficar totalmente sem combustível nesta sexta-feira. 

Os caminhoneiros estão de braços cruzados desde segunda-feira. O motivo são as altas consecutivas do óleo diesel desde 03 de julho de 2017, quando a Petrobras adotou uma política de preços baseada na cotação internacional do Petróleo.

Nesta quarta-feira (23), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, uma versão reduzida da reoneração da folha de pagamento para determinados setores da economia e zerou a alíquota de PIS/Cofins que incide sobre o diesel até o final do ano. Mas isso não foi suficiente para a categoria, principalmente considerando que a medida ainda deve ser aceita pelo Senado antes de entrar em vigor. 

De acordo com a Abcam, associação dos caminhoneiros, só haverá possibilidade de recuo do movimento quando uma lei for publicada no Diário Oficial. Em nota, o movimento afirmou que "não confia mais no governo federal". 

Líderes do movimento terão encontro com a cúpula do governo federal às 14h no Palácio do Planalto. "Se na reunião de hoje o ministro Padilha e todos os ministros participantes anunciarem 'está aqui, o presidente assinou e o PIS e o Cofins estão fora disso aqui até o final do ano' (ou no outro ano, não sei), aí o movimento é suspenso. Porque, veja bem, não é só no óleo diesel que tem que tirar o PIS e o Cofins, tem que tirar dos combustíveis, porque o povo também está sendo beneficiado com isso, e é o que esperamos hoje", afirmou o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, em entrevista à Rádio Eldorado.

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