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CEO da Air France-KLM pede demissão; empresa "pode desaparecer"

Greves de funcionários já custaram à empresa aproximadamente US$ 360 milhões

Air France
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Jean-Marc Janaillac pediu demissão do seu cargo de CEO da Air France-KLM na última sexta-feira (4). A renúncia vem em meio a uma série de greves que, segundo o ministro da Economia francês Bruno Le Maire podem resultar no "desaparecimento" da aérea. 

Funcionários da empresa reivindicam reajuste salarial de 5,1% em 2018, alegando congelamento desde 2011. Eles negaram a última tentativa de acordo, que previam aumento de 7% distribuído em 4 anos.

As paralisações já custaram à companhia aproximadamente US$ 360 milhões. Com a saída de Janaillac, as ações da companhia caíram 13%. 

No final de semana, o ministro Le Maire disse que a empresa pode desaparecer se as greves persistirem. "A Air France desaparecerá se não houver um esforço concentrado para que seja competitiva", disse em entrevista à BFM.

O governo francês detém 14,3% das ações do grupo, mas o ministro adiantou que o governo não providenciará o resgate da empresa. 

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