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Polícia Federal prende presidente da Fecomercio-RJ em investigação de desvios de recursos

60 policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão

Polícia Federal
(Marcello Casal Jr. ABr)

SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (23) o presidente da Fecomercio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), Orlando Diniz, na Operação Jabuti. A ação é um desdobramento da Operação Calicute, braço da Lava Jato no Rio de Janeiro e tem o objetivo de investigar o desvio de recursos da entidade, além de lavagem de dinheiro e pagamento de cerca de R$ 180 milhões em honorários advocatícios com recursos da própria Fecomercio-RJ.

A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, com apoio da Receita Federal, e aproximadamente 60 policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

As investigações apontaram que pessoas ligadas à gestão da Fecomercio-RJ estariam envolvidas em operações irregulares, incluindo o desvio de recursos, lavagem de dinheiro e pagamento, com recursos da entidade, de vultosos honorários a escritórios de advocacia, somando mais de R$ 180 milhões.

Nesse valor, estão incluídos cerca de R$ 20 milhões que teriam sido pagos ao escritório pertencente à esposa de um ex-governador do Rio que se encontra recolhido ao sistema prisional à disposição da Justiça.

Foi apurado ainda que diversas pessoas receberam, por anos, salários da Fecomercio-RJ, embora nunca tenham trabalhado na entidade. Algumas dessas pessoas, na verdade, trabalhavam para o ex-governador, e outras são familiares próximos de outros membros da organização criminosa. 

O nome da Operação faz alusão a funcionários-fantasmas, que entre os funcionários da Fecomercio-RJ eram conhecidos como “jabutis”.

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