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Outback precisa mudar um item no cardápio para agradar investidores

Ativistas sugerem ainda que a rede se livre de marcas menores para focar em melhorias  

Outback
(Ken Wolter / Shutterstock.com)

SÃO PAULO – Investidores ativistas do Outback não estão satisfeitos com o pão servido na rede de restaurantes. Segundo o gestor James Mitarotonda, da Barington Capital, oferecer um pão “morno e recém-preparado” seria o primeiro passo para uma reviravolta das operações da companhia.

Em carta para a CEO da Bloomin’ Brands, Elizabeth Smith, Mitarotonda descreveu sua experiência em redes concorrentes, que servem pão fresco e morno. “Acreditamos que este alto nível de serviço impressiona o cliente e fornece valor imediato”, explicou.

Organizar esse nível de melhorias, argumentou a Barington Capital, será mais fácil se as operações forem mais enxutas. Por isso, a carta sugere que a Bloomin’ venda redes de restaurantes menos conhecidas que possui em seu guarda-chuva, como a Fleming’s e a Bonefish Grill. Eles querem que o Outback prossiga como companhia única.

Não foi a primeira leva de investidores que destacou esse ponto negativo. Em 2014, o gestor Jeff Smith, da Starboard Value, argumentou que a política de servir pão ilimitadamente resulta em muitas sobras de pães frios na mesa, o que aumenta custos e prejudica a experiência do cliente.

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