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Como a morte da herdeira da L'Óreal causou a maior valorização da ação em 7 anos

Morte de Liliane Bettencourt pode abrir espaço para o fim da fatia que a Nestlé detém há mais de 40 anos

SÃO PAULO – Após a morte de Liliane Bettencourt nesta quinta-feira (21), as ações da L’Óreal viram sua maior valorização em sete anos. O movimento foi causado pela especulação de que a Nestlé venda a fatia de 23% na companhia que detém há mais de 40 anos.

O futuro da fatia, avaliada em US$ 28 bilhões, depende das intenções dos herdeiros da família Bettencourt. É “inevitável” pensar sobre o destino dessas ações agora, de acordo com analistas consultados pela Bloomberg.

Acionistas da companhia suíça vêm levantando a bandeira de uma venda dessas ações recentemente – notavelmente o ativista Dan Loeb. Em fevereiro, a companhia disse não ter intenção de vender a fatia por considera-la “estratégica”.

Analistas consideram dois cenários prováveis: a manutenção do status quo ou a retomada da fatia pela L’Óreal, possivelmente financiada pela venda da fatia de 9,4% que detém na Sanofi. O UBS chegou a cogitar que a Nestlé tente a compra do restante da companhia de cosméticos.

Pelos próximos seis meses após a morte de Liliane, nem a Nestlé e nem a família Bettencourt podem comprar mais ações da L’Óreal, seguindo as regras do pacto de acionistas – que é público.

As ações da L’Óreal subiram 2,4% às 13h47 no horário de Paris, após subirem 6,7% anteriormente.

Loreal

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