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Piloto que salvou 315 em avião descreve comportamento "psicótico" de sistema

Célebre, o voo QF72 foi notícia nove anos atrás sem esses detalhes, revelados agora pelo piloto

SÃO PAULO – Em outubro de 2008, o piloto do voo Qantas Flight 72, Kevin Sullivan, salvou mais de 300 passageiros de um acidente aéreo após o jato que os levava ficar desgovernado. Nove anos depois, o homem que virou um herói descreveu o comportamento “psicótico” do sistema de bordo com o qual teve que lidar.

Ao Sydney Morning Herald, ele deu detalhes. Primeiro, sobrevoando o Oceano Índico, o piloto automático do jato “simplesmente desconectou”, teve um comportamento “psicótico”, forçando a direção manual. Então, por 23 segundos, a aeronave falhou até cair 210 metros. Logo em seguida, outra falha, de 15 segundos, fez o voo perder mais 120 metros de altura e feriu cem passageiros.

“É a pior coisa que pode acontecer quando você está em um avião – quando você não está no controle”, narrou o piloto. “E você tem uma escolha: pode sucumbir a isso ou lutar contra isso. Eu estava lutando contra – e estive fazendo isso desde então”, continua o piloto do voo composto por 303 passageiros e 12 tripulantes.

No momento, Sullivan estava desavisado. “Nunca nos disseram durante nosso curso de conversão para voar com essa aeronave que isso poderia acontecer. E acho, ainda, que a fabricante sentia que isso nunca poderia acontecer”, rememora.

Qantas Airways Airbus A380
(Shutterstock)

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