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Anti-"gordinhas", Abercrombie & Fitch deixa de fabricar tamanhos G e GG

CEO da varejista explica querer apenas "garotas descoladas" usando as roupas da sua marca

SÃO PAULO - Muito utilizada entre adolescentes nos Estados Unidos, a marca norte-americana Abercrombie & Fitch também possui um público fiel no Brasil. Porém, essa adoração tem limite para a varejista. Mulheres "gordinhas" não têm vez com ela, já que a empresa não fabrica mais roupas com tamanhos G e GG.

De acordo com o site Business Insider, a falta dos tamanhos maiores nas lojas não é problema de estoque, e sim de uma nova estratégia polêmica da empresa, que não pretende mais associar à marca mulheres "acima do peso". Segundo o site, o CEO da A&F, Mike Jeffries, quer apenas "garotas descoladas" usando suas roupas, mesmo que esse padrão de beleza não seja obsoleto.

O autor de "The New Rules of Retail" (As Novas Regras para o Varejo, em tradução livre), Robin Lewis, diz que não é o próprio Jeffries não esconde sua preferência. "Ele não quer que mulheres acima do peso comprem em sua loja, ele quer pessoas magras e bonitas", disse Lewis ao Business Insider. Lewis acrescenta que a única razão da marca oferecer tamanhos G e GG para homens é, provavelmente, atrair o público de jogadores de futebol e outros atletas.

Não é de hoje que a marca do varejo pensa em adotar essa estratégia agressiva. Em 2006, em entrevista ao site Salon, Jeffries disse que sua empresa era direcionada às pessoas de boa aparência, pois elas atraem novos clientes. "Em cada escola, há garotas descoladas e populares e há aquelas não tão legais. Sinceramente, nós iremos atrás das pessoas legais", disse o CEO para o site.

Em contraste com a Abercrombie, suas principais concorrentes, como a H&M e a American Eagle, continuam a oferecer tamanhos G e GG para homens e mulheres.

Abercrombie & Fitch
(Divulgação)

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