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Skol refuta uso feminino em publicidade como "feito no passado"

Companhia chamou ilustradoras para releituras de peças publicitárias  

Cartaz da Skol em releitura
(Divulgação)

SÃO PAULO – No dia 8 de março, quando é lembrado o Dia Internacional da Mulher, a Skol lançou uma campanha publicitária chamando ilustradoras mulheres para refazer peças de marketing divulgadas no passado. Em nota, a companhia disse que “vem incorporando cada vez mais a pluralidade, a inclusão e o respeito em sua postura”.

“O uso da figura feminina nas campanhas, como foi feito no passado, não representa já há algum tempo o posicionamento da marca e este projeto nasce para legitimar a evolução de Skol”, escreveu a companhia. Foram oito artistas redesenhando pôsteres lançados em anos anteriores e que mostravam mulheres em posição inferiorizada ou sexualizada. “Como resultado, surgiram diferentes visões e estilos, mas o mesmo ponto em comum: a mulher empoderada”, continuou a marca.

Em 2015, na época do Carnaval, a mesma Skol gerou revolta com a campanha “esqueci o não em casa”, tão controversa que precisou ser retirada de circulação depois de acusada de apologia ao estupro. No mesmo mês, o grupo de publicitárias 65 | 10 criou o conceito da "Cerveja Feminista".

A Skol também não é a primeira marca de cervejas a usar a figura feminina de maneira mais respeitosa. Em agosto de 2015, mesmo ano da controvérsia com a campanha de Carnaval da Skol, a Budweiser lançou uma campanha sobre força estrelando a lutadora Ronda Rousey.

A campanha atual, apelidada de Skol Reposter, teve concepção da agência  F/Nazca Saatchi & Saatchi e já está nas redes sociais da marca de cerveja.

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