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Criticada, campanha do Ministério dos Transportes será julgada pelo Conar; assista

Lançada na última semana, a campanha foi alvo de críticas nas redes sociais, questionada inclusive pelo deputado federal Ricardo Tripoli

Campanha Ministério dos TRansportes
(Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO – A campanha publicitária “Gente boa também mata”, criada pelo Ministério dos Transportes, virou alvo de processo no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) nesta terça-feira (10).

A decisão do Conselho de abrir o processo partiu da reclamação de consumidores, que acusam a marca de “denegrir a imagem de pessoas que lutam pela sociedade”, segundo informações do portal G1. A previsão do Conar é que a campanha seja julgada por seu conselho de ética em até 40 dias.

Lançada na última semana, a campanha foi criticada nas redes sociais: “Muito infeliz este vídeo. Não importa se você é uma pessoa boa ou ruim, todo erro é passível de consequência”, escreveu um usuário. O deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB – SP) também criticou a campanha e foi o responsável por pedir a retirada dos cartazes da campanha das ruas.

Já na quarta-feira (4), poucos dias após seu lançamento, o Ministério dos Transportes confirmou a suspensão da campanha.

Caso a denúncia contra a campanha tiver procedência, o conselho do Conar aconselha que os veículos de comunicação suspendam a peça. O órgão não pode, portanto, determinar multas e nem possui força de lei.

Nos cartazes e vídeo divulgados, a campanha trazia os slogans “Quem faz trabalhos voluntários pode matar”, “O melhor aluno da sala também pode matar” e “Quem planta árvores pela cidade também pode matar”, entre outros, trazendo imagens dessas mesmas pessoas atendendo ligações telefônicas enquanto dirigiam. A ideia era mostrar que mesmo quem pratica bons atos pode cometer uma infração de trânsito fatal.

Assista, abaixo, ao vídeo da campanha:

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