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Acordo de visto eletrônico entre Brasil e EUA aumenta pedidos de visto em 70%

Acordo também é válido para Japão, Austrália e Canadá  

Passaporte
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Em vigor desde 25 de janeiro, o acordo de visto eletrônico que facilita a solicitação de vistos ao Brasil para cidadãos dos Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália teve resultados melhores que o esperado. O número de estadunidenses que solicitaram vistos subiu 70% na comparação com o mesmo período de 2016, divulgou a Embratur neste domingo (18).

O número cresceu consideravelmente para turistas do Japão (26%) e da Austrália (57%). No caso do Canadá, o aumento foi de apenas 4%, mas, segundo o órgão de turismo brasileiro, trata-se do único país beneficiado em que ainda não houve nenhuma ação especial de divulgação.

“Quando estivemos em Nova Iorque para fazer o lançamento para o mercado norte americano acompanhados do ministro do Turismo Marx Beltrão e do embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral, ouvimos dos líderes do trade daquele país que esperavam contar com o dobro de turistas em direção ao Brasil em poucos anos. Mas esse primeiro balanço foi fantástico. Indicam que essa meta pode até ser ultrapassada”, disse Vinicius Lummertz, presidente da Embratur.

Segundo a instituição, os Estados Unidos são o segundo maior país emissor de turistas para o Brasil, ficando atrás somente da Argentina. Mas enquanto cada argentino deixa US$ 50 por dia no nosso país, os americanos gastam 73 dólares diários, em média. Caso concretizada a previsão de aumento no número de turistas, o incremento à economia brasileira pode passar de US$ 710 milhões para mais de US$ 1,5 bilhão.

China

Lemmertz falou, ainda, sobre a intenção de expandir a ação do visto eletrônico para turistas chineses. “Está claro que o turista estrangeiro busca países onde encontra facilidades como o visto eletrônico. A China tem um potencial enorme. São 130 milhões de chineses viajando anualmente pelo mundo. Pouco mais de 50 mil vem para o Brasil. Temos natureza, cultura, gastronomia. Mas é preciso facilidades para o visto de entrada, maior conectividade e voos mais baratos”, disse o responsável pela entidade que cuida da promoção do Brasil no exterior.

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