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Vai viajar? Conheça 5 destinos famosos que ''odeiam'' os turistas

Por conta do grande fluxo de turistas para as cidades, foram adotadas medidas que controlam o número de visitas e de turistas no local

Barcelona
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Ao mesmo tempo em que algumas cidades e países têm boa parte de seu PIB gerado a partir do turismo e, por conta disso, incentivam cada vez mais as visitas, outros enxergam problemas no grande fluxo de turistas que chegam ao país.

Este último é o caso de Barcelona: no início do ano, a cidade lançou um plano para controlar o turismo local, como o número de pessoas que visitam o país e suas atrações. No caso de Barcelona, apesar de o turismo corresponder a 14% do PIB da cidade, ele também tem causado o aumento dos preços da cidade, já maiores do que o poder de compra de seus moradores. Multas ao Airbnb e implantação de uma taxa de turista são algumas das medidas tomadas pela cidae.

Veneza, na Itália, já enfrente problema semelhante: a cidade proibiu a abertura de novos restaurantes de fast food e de quiosques, procurados por turistas, para “preservar o decoro da cidade e as tradições”.

Além dessas, outras cidades turísticas têm promovido iniciativas e programas para controlar o número de turistas que recebem. Confira a seguir quais são, segundo o The Independent:

Ilhas Koh Khai, Tailândia
Diferente de outras regiões da Tailândia, as ilhas tiveram que estabelecer limites para o número de turistas por conta de problemas ambientas: desde maio do último ano, viagens diárias para as ilhas foram proibidas após uma pesquisa do Departamento de Marinha do país identificar degradação em mais de 80% dos corais e recifes da ilha, seu maior patrimônio.

Butão
Apesar de ter decolado somente em 1974, o Butão decidiu por limitar o número de turistas para o local visando preservar as paisagens e cultura únicas. Por isso, o preço por um dia no país chega a custar US$ 250 por pessoa.

Amsterdã, Holanda
Em recente entrevista, o chefe de marketing da administração da cidade afirmou que “não querem aumentar o número de pessoas na cidade”, mas sim “melhorar” o tipo do turista. Ele critica que os turistas atuais pensam somente em “festas” na cidade e não respeitam sua história.

Outro ponto que o executivo cutucou são as companhias aéreas low-cost, como a Ryanair, afirmando que elas contribuem para a degradação da cidade.

Santorini, Grécia
No ano passado, o porto mais movimentado da Grécia anunciou ter atingido sua capacidade máxima por conta do número de cruzeiros turísticos – e que, por isso, o número das embarcações teria que ser reduzido. Dos mais de 10 mil turistas que chegavam diariamente à ilha, esse número foi limitado para 8 mil.

Cinque Terre, Itália
A costa da Itália, eleita Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, anunciou no ano passado a implantação de um sistema de ingressos para turistas. Uma vez que os ingressos para determinada temporada acabam, a entrada de turistas é proibida para o período em questão.

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