Por Equipe InfoMoney Em minhas-financas  31 ago, 2006 10h29

PIB varia 0,5% na passagem trimestral e indústria registra retração, revela IBGE

Depois de 12 trimestres em alta, exportações caíram mais de 5% para o menor nível desde o primeiro trimestre de 2003

Por Equipe InfoMoney Em minhas-financas  31 ago, 2006 10h29
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SÃO PAULO - Na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2006, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 0,5%, já considerados os ajustes sazonais. Em relação ao segundo trimestre de 2005, o crescimento foi maior, de 1,2%.

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados no segundo trimestre do ano cresceu 1,7%, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, divulgou o IBGE (Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira.

No primeiro semestre do ano, o crescimento foi de 2,2%, em relação ao mesmo período do ano passado, com as seguintes variações setoriais: Indústria liderando, com alta de 2,6%, Serviços (2,3%) e Agropecuária (0,3%).

Passagem trimestral: indústria tem retração
Na passagem do primeiro para o segundo trimestre, o destaque positivo ficou com a Agropecuária, que cresceu 0,8%, ao passo que o setor de Serviços avançou 0,6% e a indústria registrou queda de 0,3%.

Em relação aos componentes da demanda, destaque para a queda de 5,1% nas exportações, que após um longo período de 12 trimestres em alta, registrou a menor taxa desde o primeiro trimestre de 2003, enquanto as importações ficaram estáveis.

Na demanda interna, o consumo das famílias apresentou o maior crescimento (1,2%), seguido pelo consumo do Governo (0,8%). Já a Formação Bruta de Capital Fixo registrou um taxa negativa de 2,2%.

Serviços: maior alta frente ao 2º trimestre de 2005
Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o Valor Adicionado a preços básicos aumentou 1,0% e os impostos sobre produtos 2,3%, principalmente em razão do desempenho das importações de bens e serviços.

Dentre os setores que contribuem para a geração do Valor Adicionado, nesta base de comparação, o de Serviços teve o maior crescimento, de 1,9%. Na seqüência ficou a Agropecuária (1,0%) e, por último, mas ainda com taxa positiva de 0,5%, a indústria.

Entre os componentes da demanda interna, o consumo das famílias cresceu 4,0%, o 11º crescimento seguido, o do Governo aumentou 1,8% e a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 2,9%. Pelo lado externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,6%, ao mesmo tempo em que as importações continuam crescendo (12,1%).

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