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Dias das Mães: como presentear sem comprometer o orçamento?

Consumidor não deve se deixar levar somente pelo afeto sem levar em consideração as suas finanças

SÃO PAULO - O Dia das Mães está chegando, e nada como um presente para tentar retribuir todo o carinho e a dedicação que elas nos dão, porém, o consumidor não deve se deixar levar pelo afeto sem levar em consideração as suas finanças.

O importante é presentear sem comprometer o orçamento. De acordo com o consultor financeiro Conrado Navarro, o consumidor deve se preocupar mais com as necessidades, a saúde e vida pessoal da mãe do que com a reação dela, ao receber o presente. “Portanto, surpreenda não com um presente caro, mas com o reconhecimento por seu papel tão especial”, aconselha.

Presenteie sem fazer dívidas
Para os filhos que estão sem dinheiro ou não podem gastar no período, Navarro aconselha a usar a criatividade, com o intuito de transformar um objeto que ela deseja em uma lembrança. “Se ela gosta de livros, porque não escrever um livro para ela? O consumidor terá que se dedicar de coração à missão, mas a resposta será muito valiosa”, explica.

Já para o consumidor que deseja comprar um presente, o consultor aconselha a ficar atento às ofertas, que, segundo ele, nem sempre compensam. “O consumidor deve pesquisar os preços, condições comerciais e planejar de forma a manter-se dentro dos limites de seu planejamento financeiro. Também é importante evitar parcelamentos muitos longos, especialmente acima de 6 meses, para não comprometer o orçamento. A mãe não vai ficar feliz se souber que o filho se endividou para presenteá-la”, afirma.

Caso tenha irmãos, o consultor aconselha que o consumidor divida o valor do presente, sendo possível dar um ainda mais especial.

Por fim, Navarro comenta que presentear é sempre uma atitude importante, mas ela precisa ser acompanhada de uma presença emocional. “Não adianta tentar compensar com um belo presente a ausência, as encrencas e a falta de atenção. Tal atitude não só não resolve a questão, que envolve dialogar, abrir-se e investir tempo na relação, como cria um desequilíbrio financeiro, podendo elevar os níveis de endividamento a patamares perigosos”, finaliza.

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