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Cerimônia real pode alavancar desejos e intenções de casamento

A avaliação é de empresas de assessoria de casamentos, setor que vive em franca expansão no Brasil nos últimos anos

SÃO PAULO - O casamento entre o príncipe William Arthur Philip Louis e Catherine Middleton, nesta sexta-feira (29) na Abadia de Westminster, em Londres, vai contribuir para movimentar o mercado de casamentos ou ao menos reativar a intenção e o desejo de quem já teve essa ideia em algum momento. A avaliação é de empresas de assessoria de casamentos, um setor que vive em franca expansão no Brasil.

Segundo a Abrafesta (Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais), o setor movimenta aproximadamente R$ 10 bilhões anualmente. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento de casamentos oficiais no Brasil chegou a 35% em dez anos, totalizando 960 mil casamentos oficiais em 2008.

A união “dos sonhos” no Reino Unido, que foi televisionada para bilhões de pessoas, pode ser uma espécie de alavanca na vontade de noivos e noivas. “É um fenômeno que acontece até quando as pessoas vão a um casamento. Existe uma vontade dormente, que, a partir da visualização de um casamento ou evento, ganha força”, analisa a assessora de casamentos Cinthia Rosenberg, que administra empresa com o seu nome.

Opinião parecida compartilha a assessora da empresa de eventos Santo Glamour, Renata Pinheiro. “O mercado de casamentos já está aquecido faz algum tempo, e esse casamento no Reino Unido mobilizou muita gente. Parece que é uma cerimônia que veio 'coroar' o mercado de casamentos. Fazia tempo que não acontecia um evento como esse - não uma união de celebridades - que propiciasse essa discussão sobre o mercado e movimentasse o assunto casamento”, analisa Renata.

Igual a Kate?
Cinthia lembra que é difícil mensurar como esse mercado será impactado, mas que a discussão sobre o assunto reaviva, no mínimo, a busca por informações por interessados. “O que deve acontecer é que mais pessoas se interessarão por saber como poderia fazer e organizar seu casamento, e a partir daí, mais cerimônias serem realizadas”, avalia.

E até que medida um casamento com repercussão mundial pode impactar as intenções e projetos de casamentos por aqui? Renata Pinheiro, da Santo Glamour, aposta que a “sobriedade” do casamento realizado no Reino Unido, sem extravagâncias, exageros e com grande organização dos detalhes e beleza, pode tornar a cerimônia em um “exemplo" para muitos noivos. “Em pouco tempo começará a ser reproduzido, já que a velocidade de informação está muito rápida. O último grande casamento real produzido foi o da princesa Diana, e agora há muito mais exposição e imagem”, analisa Renata.

Cinthia Rosenberg lembra, no entanto, que um casamento tão repleto de requintes e detalhes pode ser um sonho um pouco mais caro para noivas e noivos, restringindo um pouco essa oferta. “Em um casamento mais sofisticado, gasta-se mais de R$ 200 mil, porque muitas vezes se acrescentam detalhes novos, acessórios, recursos, decoração e um lugar amplo disponível. Há também quem escolha detalhes que reproduzam anseios ou desejos. Já conheci uma noiva que chegou em carruagem, por exemplo”, conta a assessora.

Mas há algumas opções para driblar esse custo proibitivo, que também devem gerar oportunidades para empresas. “Não há réplicas do anel da princesa por R$ 3? Então, imagino que logo haverá escala de produção de diferentes itens. Esse crescimento do mercado de casamento acontece em todas as classes sociais, e haverá jeitos de reproduzir esses desejos com diferentes opções de valor”, prevê Renata. Afinal, como lembra Cinthia, "todo mundo tem aquele sonho Cinderela".

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