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Receita mira endinheirados em declarações do IR; saiba como funciona a operação

Investidores tendem a ser os maiores "alvos" das operações da Receita Federal contra sonegação

leão espreguiçando
(Marko Djurica/Reuters)

SÃO PAULO – Desde 2015, a Receita Federal promove anualmente uma operação especial um pequeno grupo de pessoas que representa uma grande parte da arrecadação de impostos via Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Neste ano, serão aproximadamente 33.077 brasileiros cujo patrimônio pessoal ultrapassa R$ 10 milhões.

Essas pessoas, responsáveis por cerca de 60% da arrecadação nacional, já são obrigadas a realizar uma declaração especial, com CPF digital, e precisam tomar duplo cuidado para não cometer enganos no momento do preenchimento da declaração do IR. Existe um departamento inteiro na Receita responsável especificamente pela análise dos “endinheirados”.

De acordo com Roberto Justo, sócio do escritório Choaib, Paiva e Justo Advogados Associados e especialista em IR, boa parte desse grupo é composto por pessoas que investem na bolsa de valores ou com patrimônio no exterior. No primeiro caso, o erro mais cometido é a declaração anual: “o imposto para transações financeiras na bolsa tem que ser pago mensalmente, nunca na declaração anual”, explica Justo.

Pessoas que recebem rendimentos através de outras pessoas físicas ou de investimentos no exterior também devem realizar o pagamento de impostos mensalmente, via Carnê Leão. “Erre alguma coisa nesse tipo de arrecadação e você será chamado pela receita na operação da malha fina”, garante o especialista.

Para evitar problemas nessas investigações, é essencial manter recibos e documentos para todo e qualquer rendimento e pagamento deduzível ao longo do ano inteiro. Caso seja chamado, o contribuinte precisa ter toda a documentação em mãos.

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