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Novo app une transporte público, carona de graça, emergência e até paquera

Desenvolvido por um empreendedor do Vale do Jequitinhonha, o Mobqi pretende reunir todas as funções de apps voltados a mobilidade

SÃO PAULO - Baixar Uber, Moovit, Google Maps e até discar números de emergência podem ser ações desnecessárias se os planos de Ernani Machado se concretizarem. O empreendedor mineiro lançou oficialmente, na última sexta-feira, o aplicativo Mobqi, ferramenta apoiada pela Microsoft cuja popularização pretende mudar a forma como seus usuários interagem com a cidade. 

Dentro de uma só plataforma será possível visualizar horários de metrôs e ônibus municipais ou intermunicipais; chamar um táxi, organizar caronas acionar a polícia, os bombeiros ou o Samu e, eventualmente, paquerar com alguém que esteja no mesmo vagão dentro do transporte público. 

Olhando por outro ângulo, o Mobqi também fornecerá uma plataforma dentro da qual um taxista pode gerenciar seus ganhos e clientes sem depender de uma grande organização; as empresas de transporte público poderão organizar suas frotas e os serviços de socorro terão facilidade em encontrar e atender a quem precisa. Para tanto, Ernani irá simplesmente instalar um gadget em cada veículo (ou mesmo um app no celular do motorista ou cobrador) com custo de apenas R$ 20 por veículo ao mês. 

Para as caronas, Ernani não cobrará nada do motorista ou do passageiro. "Não é essa minha intenção, quero apenas permitir que as pessoas se organizem e consigam chegar onde querem", diz. "Ganho meu dinheirinho com as empresas". 

Inclusão 

Nascido em Araçuaí, Ernani tem a intenção de trazer, mais que mobilidade para as grandes cidades, inclusão para as pequenas. "Mobilidade é um problema principalmente para quem tem menor poder aquisitivo e mora em cidades onde não há dados disponíveis", diz o empreendedor. "É mais difícil convencer esses lugares [de adotar o sistema da mobqi], mas é nossa meta". 

Além do transporte tradicional Ernani espera que seu aplicativo tenha permissão de listar mototáxis, vans e outros modais que têm acesso a áreas mais distantes e periferias. "Não faz sentido proibir esse tipo de transporte para as pessoas que precisam deles, é isso que faz a diferença quando alguém que vive em local afastado passa mal e precisa ir para o hospital, por exemplo", argumenta. Por essa razão, ele quer listar esses meios de locomoção normalmente dentro da plataforma. 

Trinta e oito cidades já testam o Mobqi há dois anos, e agora usuários de todo o mundo podem fazer o download nas lojas de aplicativos para iPhone e Android. Nas regiões onde a Mobqi ainda não consegue monitorar o transporte público, há uma listagem de todos os estabelecimentos comerciais registrados na junta, com detecção por GPS e, quando disponíveis, fotos e informações do site desses locais. 

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