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Demanda do consumidor por crédito cresce 6,5% em outubro

No acumulado do ano até outubro, a procura dos consumidores por crédito cresceu 3,6% ante o mesmo período de 2012

Consumidor
(Getty Images)

SÃO PAULO - O número de pessoas que buscou crédito em outubro cresceu 6,5%, após queda de 9,8% registrada em setembro. Na comparação com o mesmo mês de 2012, contudo, houve um recuo de 5,2% na demanda, informou o Indicador Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Serasa Experian.

Segundo o estudo, no acumulado do ano até outubro, a demanda dos consumidores por crédito aumentou 3,6% ante o mesmo período de 2012.

Para os economistas da Serasa, o encarecimento do custo de crédito determinado pelas sucessivas elevações da taxa básica de juros (taxa Selic) tem desestimulado os consumidores a ampliar seus níveis de endividamento. “Vale lembrar também que a greve dos bancários encerrou-se no dia 14 de outubro, podendo ter acarretado dificuldade de acesso dos consumidores a determinadas linhas de crédito no mês passado até aquela data”, ressaltaram.

Por renda, os consumidores que ganham até R$ 500 por mês expandiram sua demanda por crédito em 12,1% e os que receberam entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais aumentaram a busca em 9,8%. Entre os consumidores com rendas na faixa de R$ 1.000 a R$ 2.000 mensais, a demanda teve alta de 4,3% e, entre os que ganham R$ 2.000 e R$ 5.000, 0,6%.

Na direção contrária, os consumidores de mais alta renda – entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais e aqueles com mais de R$ 10.000 mensais – reduziram as suas demandas por crédito em 3,1% e 2,3%, respectivamente, em outubro.

Região
A única queda  no décimo mês do ano, na demanda dos consumidores por crédito, ocorreu na região Centro-Oeste, com recuo de 4,3% frente a setembro. Nas demais regiões, as altas foram de 16,4%, no Norte, 14,6%, no Nordeste, 10,9% no Sul, e de 2,9%, no Sudeste. No acumulado do ano, as regiões Norte e Nordeste tiveram as maiores taxas de crescimento da demanda dos consumidores por crédito: altas de 13,9% no Norte e de 10,4% no Nordeste.

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