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Inadimplência do consumidor e das empresas seguirá em queda em 2013

Entre os motivos estão taxa de desemprego baixa, correção salarial e movimentação de renogaciação de débitos

SÃO PAULO - Um levantamento divulgado pela Serasa Experian nesta segunda-feira (21) revelou que tanto a inadimplência dos consumidores como das empresas continuarão em queda este ano. A afirmação é baseada no Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência cuja metodologia de construção permite antever os movimentos cíclicos da inadimplência com seis meses de antecedência.

No caso dos consumidores, em novembro, o indicador apresentou queda de 0,2%, atingindo o valor de 99,8. De acordo com os economistas da Serasa, a desaceleração do ritmo da cadeia de quedas mensais e a configuração de uma estabilização do indicador próximo ao nível 100 sinalizam que a inadimplência do consumidor seguirá em queda gradual.

“Convergindo para a sua normalização, que, em termos de taxa de inadimplência bancária, segundo apuração do Banco Central, representa um patamar em torno de 7% da carteira de crédito às pessoas físicas (crédito referencial para taxa de juros)”.

Entre os motivos da normalização destacam-se a manutenção da taxa de desemprego próximo dos patamares mínimos históricos; salários sendo corrigidos, em sua ampla maioria, acima da inflação; presença de condições monetárias propícias a movimentos de renegociação de débitos em atraso; maior cautela e rigor no processo de análise e concessão de crédito bancário.

Empresas
Sobre as empresas, o indicador teve queda de 1,7% em novembro do ano passado, frente a outubro, ficando em 91,5 pontos. Este resultado, vindo em uma sequência de recuos mensais, sinaliza que a inadimplência das empresas também deverá apresentar trajetória de queda gradual ao longo de 2013.

Para a Serasa Experian, a perspectiva de manutenção, durante o ano de 2013, da taxa básica de juros (taxa Selic) em patamar historicamente baixo, a tendência de aceleração do crescimento econômico interno e a predominância de um cenário externo mais positivo contribuirão para o estabelecimento de um quadro mais favorável para a queda da inadimplência das empresas em 2013.

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