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Como "travar" o dólar em compras internacionais e viagens

Caixa permite travar o preço da data da compra, mas essa ferramenta é opcional

Cartão de crédito
(Shutterstock.com)

SÃO PAULO - O dólar comercial está em queda de 5,43% nesta segunda-feira (11), mas o valor da moeda para o turista ainda é bem salgado - e alguns especialistas acreditam que a tendência é voltar a subir para o futuro próximo

Desde novembro de 2016, o BC permite que instituições financeiras ofereçam a possibilidade de travar, no cartão de crédito, a cotação da moeda estrangeira com o valor do dia da compra - em vez do dia do vencimento da fatura. 

Isso porque o cliente que faz uma compra na abertura de uma nova fatura não sabe o valor que irá pagar, principalmente em meses turbulentos. Para se ter uma ideia, 11 de maio e 11 de junho, o dólar comercial chegou a R$ 3,59 na mínima e R$ 3,92 na máxima. 

Até agora, apenas a Caixa adotou a regra nova possibilitada pelo BC - as demais instituições optaram por manter os pagamentos como eram. No caso da Caixa, o cliente pode optar pela cobrança do valor do dia da compra assim que contrata o cartão internacional. Após 90 dias, é possível alterar novamente a forma da cobrança. 

Quem possui cartões de crédito de outros bancos ou digitais, na maior parte das vezes, pode utilizar a função de pagamento adiantado da fatura. 

Cada banco tem as suas regras, mas a maioria permite a geração de um boleto a qualquer momento do mês. O problema, neste caso, é ter de gastar o dinheiro antes do planejado. 

Vale lembrar que nem todas as instituições travam o valor no pagamento antecipado. O cartão de crédito do Nubank, por exemplo, cobra a diferença cambial na fatura do mês seguinte caso o usuário pague antecipadamente uma compra em moeda estrangeira. 

Alguns bacos têm outros artifícios para garantir que não haverá surpresas ao consumidor. 

O Itaú, por exemplo, permite que se "carregue" o cartão de crédito com dólares, euros ou libras - como se fosse um cartão de débito de viagem. Neste caso, o valor cobrado é o da data de carregamento, e não da fatura, e compras internacionais são "abatidas" do saldo pré-carregado. 

Vale lembrar que travar o dólar não necessariamente significa pagar mais barato - trata-se de uma garantia ao consumidor de saber o valor da fatura em reais antes de terminar o mês, nada além disso. Também é importante ter atenção às taxas cobradas pelo banco, que são diferentes dos valores oficiais de câmbio do Banco Central e calculadas pela própria instituição. Leia também: por que o dólar turismo é tão mais caro que o comercial.

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