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Farmácias perdem R$ 533 milhões com greve dos caminhoneiros

Lojas ficaram sem fornecimento de medicamentos e tiraram do ar temporariamente alguns produtos que estavam sendo anunciados em seus sites

Antibióticos
(Yoottana Tiyaworanan)

SÃO PAULO - O comércio varejista do setor farmacêutico já amarga perdas de R$ 533,43 milhões em todo o Brasil em consequência da paralisação dos caminhoneiros, que está em seu 10º dia.

O levantamento foi realizado pelo site Consulta Remédios, portal de comparação de preços de medicamentos que monitora mais de 2.800 farmácias de todas as regiões do país, e divulgado nesta quarta-feira (30).  

Somente nas vendas online, as farmácias contabilizaram prejuízos de mais de R$ 90 milhões desde o início da paralisação.  

"A queda no volume de negócios do setor farmacêutico, motivada pelo colapso no transporte, está sendo estimada em 25%, sendo que o comércio de medicamentos é um dos mais dinâmicos do país e ultrapassou os R$ 85 bilhões de faturamento em 2017. As perdas diárias com as vendas que deixam de ser feitas superam os R$ 59 milhões", afirma o CEO do Consulta Remédios, Paulo Daniel Vion.  

O executivo destaca o apagão nas entregas das farmácias, tanto as realizadas pelos Correios quanto as feitas por tele entrega. "Tanto as grandes redes farmacêuticas quanto as pequenas farmácias de bairro tiveram problemas logísticos", afirmou.

Segundo ele, lojas ficaram sem fornecimento de medicamentos e tiraram do ar temporariamente alguns produtos que estavam sendo anunciados em seus sites.  

Outras lojas virtuais aumentaram o prazo de entrega estimado pelos Correios em até 5 dias e algumas lojas - especialmente as da Grande São Paulo - tiveram que suspender as entregas feitas por motoboys, que estavam sem combustível nas motocicletas. 

A partir do fim da paralisação, o portal irá monitorar se haverá majoração nos fretes, bem como a diferença de preços dos remédios nas diferentes regiões do país. 

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