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Greve "pode redundar em questões de vida ou morte", diz federação de hospitais

Profissionais da saúde escreveram nota pública repudiando o bloqueio do transporte de medicamentos

Hospital
(Shutterstock.com)

SÃO PAULO - No nono dia de greve de caminhoneiros ao redor do Brasil, a crise do abastecimento preocupa o setor de saúde. A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) acaba de publicar uma nota de repúdio aos bloqueios, que já impedem transporte e acesso de medicamentos, equipamentos e outros insumos a hospitais e clínicas. 

"A falta de suprimentos nos hospitais pode redundar em questões de vida ou morte para os cidadãos brasileiros usuários do sistema de saúde", escreve a associação, embora diga apoiar "movimentos organizados que reivindicam diminuição da alta carga tributária que incide sobre serviços e melhores condições de trabalho e remuneração". 

"Clamamos por sensibilidade e bom senso do Governo Federal - Presidência, Casa Civil, Ministério da Segurança, e das lideranças do movimento de paralisação dos caminhoneiros, para que promovam urgentemente a desobstrução do tráfego de estradas e vias para que os veículos que transportam suprimentos hospitalares possam trafegar livremente", continua a nota. 

No geral, a crise de combustíveis já afetou em pelo menos R$ 34 bilhões grandes setores da economia. Embora alguns líderes de grupos de caminhoneiros tenham afirmado que as medidas propostas pelo governo são suficientes para finalizar a paralisação, muitos caminhoneiros seguem bloqueando vias importantes em movimentos não-organizados. 

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