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Herdeiro bilionário do Santander pode passar 4 anos na prisão por "contrabando" de quadro

Obra de Picasso era protegida e deveria permanecer em território espanhol  

SÃO PAULO – Jaime Botín, herdeiro do banco Santander cuja fortuna pessoal estimada é de 2 bilhões de euros, pode ficar encarcerado por 4 anos e pagar multa de 100 milhões de euros se for julgado culpado de contrabando do quadro “Cabeça de uma jovem mulher”, de autoria de Pablo Picasso. O irmão mais novo de Emílio Botín teria tentado retirar a pintura, que comprou em 1977, de território espanhol em seu iate de luxo, de acordo com o Telegraph.

Dois anos atrás, o quadro foi encontrado na escuna do ex-banqueiro. Por isso, um juiz já o obrigou a pagar uma taxa de responsabilidade de 133 milhões de euros para cobrir multas e outros custos relacionados ao furto. Posteriormente, procuradores solicitaram a prisão caso ele seja considerado culpado.

Avaliada em 26 milhões de euros, a pintura foi adquirida por Botín, mas não poderia ser retirada do país de origem. Em 2012, a casa de leilões Christie solicitou permissão ao governo para vender a peça em Londres, mas a solicitação foi recusada e a pintura classificada como tesouro nacional.

Quando encontrado pelas autoridades em Corsica dentro do iate, os advogados do bilionário negaram que houvesse intenção de venda e disseram que o trabalho seria armazenado em Genebra. A defesa argumenta que o fato de a pintura estar em águas pertencentes a outro país europeu não classificam o ato como “furto”.

Atualmente, o quadro está guardado nas dependências do museu Reina Sofia, em Madri. Autoridades espanholas dizem que o antigo detentor do quadro sabia que não poderia retirá-lo da Espanha e que um iate não é adequado para transporte de uma pintura como essa.  

Quadro picasso
(Reprodução)

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