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MP denuncia 23 pessoas em 9 cidades por pirâmide financeira

Denúncias são de organização criminosa, crime contra economia popular, lavagem de dinheiro e estelionato de 26 vítimas identificadas até agora  

SÃO PAULO – Vinte e três pessoas estão sendo investigadas por um esquema de pirâmide financeira no Rio Grande do Sul, de acordo com o Ministério Público local. As acusações são de organização criminosa, crime contra economia popular, lavagem de dinheiro e estelionato de 26 vítimas identificadas até agora.

Segundo o MP, a organização criminosa funcionava sob disfarce de uma empresa de marketing multinível chamada D9 Clube de Empreendedores, cujas atividades foram iniciadas na Bahia. Os constantes novos investidores eram vinculados oficialmente a uma suposta venda de cursos.

Assinada pelo promotor de Justiça Sérgio Cunha de Aguiar Filho, a denúncia acusa um homem da região de Itabuna, na Bahia, de chefiar o esquema com auxílio de um empresário de Sapiranga, na região metropolitana de Porto Alegre. Esse segundo participante, Márcio Rodrigo dos Santos, é regionalmente como ‘Cara dos Camaros’ por usar carros de luxo na tentativa de convencer as vítimas de que o esquema é rentável. Ele está preso preventivamente.  

Até agora, foram denunciadas pessoas de Novo Hamburgo, Nova Hartz, Campo Bom, Parobé, Porto Alegre, Riozinho, Igrejinha, Rolante e São Leopoldo como parte do esquema, mas há suspeitas de que as atividades cooptam pessoas até mesmo de fora do país. Além da ação no âmbito penal, o MP diz estar tomando providências para o resguardo dos direitos dos consumidores lesados.

O que é pirâmide

Diferentemente do marketing multinível, onde a rentabilidade depende essencialmente da venda de um produto real, o esquema de pirâmide é alimentado apenas através do aporte financeiro dos novos investidores. No caso em questão, as vítimas “pagavam quantias elevadas para a aquisição de planos de ingresso sob a promessa não realizada de rendimentos financeiros irreais, que chegariam a 300% do valor investido no prazo de um ano”, de acordo com o MP.

Essas pessoas eram convidadas a entrar em um site mascarado de jogo de apostas sobre campeonatos de futebol. O cadastramento nessa página era pago, e a promessa era de rendimento de 30% desse valor – quantia na verdade impossível de ser resgatada, de acordo com depoimentos.

Pirâmides
(Shutterstock)

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