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Ministério identifica fraudes em 45 marcas de azeites; confira quais são e quais foram aprovadas

De acordo com comunicado enviado na última semana pelo Mapa, o problema mais comum encontrado nos produtos foi a utilização de óleo vegetal com azeite lampante, que é extraído de azeitonas deterioradas

SÃO PAULO – Na última semana, o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) identificou fraudes em 45 marcas de azeitas, todas coletadas nos últimos dois anos. Dos 38,7% de lotes em que foram encontrados problemas, 79% das irregularidades dizem respeito à baixa qualidade do produto.

De acordo com comunicado enviado na última semana pelo Mapa, o problema mais comum encontrado nos produtos foi a utilização de óleo vegetal com azeite lampante, que é extraído de azeitonas deterioradas; este produto que não deve ser destinado à alimentação. Algumas das empresas vendiam o produto como azeite de oliva puro, sendo que sua composição era de 85% óleo de soja e 15% de lampante.

Outra irregularidade identificada foi a do produto ser “fora de tipo”, ou seja, que não atendeu a um dos limites estabelecidos pela Anvisa.

As marcas que apresentaram irregularidades são a Borgel, Carrefour, Olivenza, Figueira da Foz, Oliveirinha, Conde de Torres, entre outras. Por outro lado, as marcas Andorinha, Belo Porto, Boges, Apolo, Cocinero, Gallo, Olivetto e outras. É possível verificar a relação completa de marcas aprovadas e reprovadas no site do Ministério.

Os estados onde foram encontradas mais irregularidades de lotes foram São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal, onde estão o maior número de empresas que envazam o produto.

Foram analisadas 140 marcas cujas amostras foram coletadas em 12 estados e no Distrito Federal. No total, o Ministério analisou 279 amostras de 214 lotes diferentes.  

Em março, um teste realizado pela associação de consumidores Proteste apontou fraude em cinco marcas de azeites que estão à venda de supermercados. No caso, os produtos também eram vendidos como azeite extravirgem, mas se tratavam somente de "azeite" por conter óleos de sementes oleaginosas na composição.

As marcas reprovadas foram a Tradição, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Pramesa e Lisboa. Todas elas também foram desclassificadas na análise do Ministério.

Azeite
(Shutterstock.com)

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