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Consórcio pode ser alternativa para quem está pensando em casamento

Serviço pode ser positivo para o bolso, mas exige programação e disponibilidade de tempo para valer a pena

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O sonho de oficializar a união em uma cerimônia e recepção para os convidados nunca sai de moda, mas a magia do casamento nem sempre agrada o bolso. Programar a cerimônia e a festa custa, em média, R$ 41 mil. O setor movimentou no ano de 2013 R$ 19 bilhões na contratação de serviços para esta finalidade, de acordo com estimativas apontadas pelo site Dicas de Casamento.

A saída é se programar com muita antecedência para não deixar que a realização de um sonho se torne um problema financeiro. Uma alternativa ainda pouco comum, mas que tem ganhado espaço na hora de programar esta data é optar por uma carta de crédito por meio do consórcio

Para o presidente do conselho nacional da Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcios), Fabiano Lopes Pereira, este segmento que faz parte da categoria de serviços tende a crescer acima do setor de consórcio em geral, que tem aumentado a demanda entre 7% e 10%. "Para o segmento de serviços, esse crescimento deve ficar na faixa de 15% ao ano", estima Pereira.

O consórcio de serviços funciona como qualquer outro, com planos divididos pelo valor da carta de crédito e pelo número de parcelas, que são livres e devem definidos pela operadora do consórcio. A liberação do recurso pode ocorrer por meio de lances ou caso o consorciado seja contemplado. A ideia neste caso é que o recurso seja utilizado para pagar serviços como o buffet, música, cerimonialista, decoração entre outros serviços contratados.

Contudo, a alternativa exige uma programação e tempo. "O consórcio não é uma linha de crédito que atende pessoas que tenham pressa e que precisem do retorno rápido. Assim como em todas as modalidades de consórcio, não existe uma data específica para ser contemplada. Por isso só possibilita ser utilizado pelo consumidor que tenha disponibilidade de tempo para receber o dinheiro", afirma Pereira.

A vantagem está na possibilidade de economia. De acordo com a Abac, o serviço funciona de forma parecida com uma poupança programada. De acordo uma simulação da Abac, para um serviço de R$ 10 mil por exemplo, é cobrada uma taxa de administração que ficaria em torno de 0,59% para um período de 36 meses. Anualmente, este valor passa por um reajuste de acordo com um índice de preço estabelecido no contrato de consórcio, que ficaria em torno de 8%. Para esta simulação, a média do valor das parcelas ficaria em R$ 363,72, com uma parcela inicial de R$ 336,11 e final de R$ 392,04. O total pago pela carta de crédito ficaria em R$ 13.093,81.

Compare produtos
A programação do casamento por meio do consórcio faz parte de uma linha de produto que abrange diversos outros serviços, entre eles a programação de uma cirurgia plástica, implante dentário, pagamento de formatura, MBA no exterior e diversos outros serviços que possam ser programados com um tempo considerável. 

Para Sonia Amaro, supervisora institucional da Proteste, a primeira recomendação ao pesquisar o serviço é se certificar de que as taxas cobradas para a manutenção de um consórcio compensa a escolha pelo produto. "O importante é comparar como outras opções para se certificar se outras categorias de crédito não oferecem taxas mais atrativas e se compensa arcar com as taxas que terá que pagar ao assumir um consórcio", afirma.

Além disso, a supervisora recomenda que o consumidor se certifique se o consórcio é regularizado. "Para isso vale a pena se certificar junto à associação do setor, a Abac, se a empresa está regulariza, se existem reclamação. Vale também perguntar para pessoas que já contrataram os serviços pela empresa", aconselha. 

Por fim, a supervisora aconselha o consumidor tenha certeza o dinheiro que pretende resgatar para esta finalidade será suficiente para cobrir todos os gastos. "Descobrir na horas às vésperas do casamento que o dinheiro não é suficiente pode acarretar na busca de serviços mais caros de última hora", alerta.

Vale alertar também que em caso de inadimplência, é restringida a participação em sorteios ou lances, dependendo do que dispuser o contrato. Além disso, terá que arcar com juros de 1% ao mês e multa de 2%, sobre as parcelas não pagas, cujo valor será calculado sobre o preço atualizado do bem ou serviço. O consorciado poderá ainda ser excluído do grupo ou, se contemplado, poderá ter a contemplação cancelada. Multas e juros poderão ser cobradas caso já tiver sido contemplado, caso o atraso seja superior a 30 dias.   

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