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Honda Fit 2018 traz detalhes que faltavam e melhora segurança

Uma das mais esperadas mudanças é imperceptível aos olhares, mas faz bastante diferença na hora de conduzir o veículo: todas as versões ganharam controle de tração e estabilidade

Fit 2018
(divulgação)

SÃO PAULO – Com mudanças pouco aparentes de design, o Honda Fit 2018 traz novidades interessantes principalmente em seu interior e em relação a segurança. O InfoMoney testou o modelo ELX, top de linha, e conta a seguir suas impressões. Olhando por fora o Fit aparentemente é o mesmo carro do ano passado. Mas existem algumas novidades, como o para-choque traseiro, que agora protege a tampa do porta-malas. A grade frontal também recebeu pequenas alterações. Além disso o modelo ganhou faróis e lanternas de LED e os retrovisores agora são retráteis.

Uma das mais esperadas mudanças, no entanto, é imperceptível aos olhares, mas faz bastante diferença na hora de conduzir o veículo: todas as versões ganharam controle de tração e estabilidade, o que garante mais segurança na hora de fazer curvas e rodar em pisos escorregadios.  Além disso, o Fit passa a trazer o sistema de auxílio de saída em rampas e alerta de frenagem de emergência, também em todas as versões.

Na parte de dentro as novidades também foram positivas. O ar-condicionado das versões EX e ELX agora tem controle digital, o que deixou o painel mais bonito e elegante. Além disso, a central multimídia ficou melhor e continua bastante intuitiva e completa. O modelo conta com câmera de ré, mas continuam faltando os sensores de estacionamento.

Outra boa novidade foi a inclusão do descansa-braço no console central, que até 2017 não estava disponível e que traz muito mais conforto aos ocupantes dos bancos da frente. O equipamento é revestido em couro e tem bom acabamento, assim como o volante, que também tem revestimento com o material e conta com os principais botões do sistema de som e do controle de cruzeiro. A versão ELX também vem com bancos de couro. O acabamento é bom mas o modelo ainda conta com muito plástico duro  em seu interior, o que o deixa menos refinado do que poderia para um carro da sua faixa de preço: a versão top de linha custa R$ 80,9 mil.

O Fit ELX também ganhou paletas para trocas de marcha atrás do volante, o chamado shift paddle. O câmbio CVT continua se destacando pela troca suave de marchas.

Um detalhe que é muito bem-vindo e que continua na versão 2018 é o suporte para copos e garrafas do lado esquerdo do volante, bem na frente da saída de ar-condicionado. A ideia foi muito bem pensada e garante água ou refrigerante gelado durante todo o dia.

Um dos principais diferenciais do Fit continua sendo o seu ótimo espaço interno, tanto para os ocupantes da frente, quanto para quem senta atrás. As versões LX, EX e EXL ainda trazem um sistema de configuração modular dos bancos, que permite diversas configurações para acomodação de objetos longos e altos, além do modo Refresh, onde o encosto dianteiro alinha-se ao assento traseiro, em um encaixe que aumenta a capacidade de acondicionamento.

Desempenho e segurança
Já o motor e o consumo permanecem os mesmos. Abastecido com etanol, o motor 1.5 i-VTEC FlexOne e 116 cv de potência a 6.000 rpm e 15,3 kgf.m de torque a 4.800 rp garante o bom desempenho do Fit tanto na cidade quanto na estrada. Quando abastecido com gasolina, são 115 cv a 6.000 rpm e 15,2 kgf.m a 4.800 rpm. A aceleração é boa e as retomadas na estrada também são tranquilas.

Com etanol o modelo faz 8,3 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada. Já quando é abastecido com gasolina a média vai para 12,3 km/litro e 14,1 km/litro na cidade e estrada, respectivamente.

Entre os itens de segurança do modelo testado estão airbag frontal e lateral para motorista e passageiro dianteiro, airbag de cortina lateral, freios ABS (antitravamento), EPS (Electric Power Steering), cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes e pontos de ancoragem para assentos infantis compatíveis com os tipos ISOFIX e LATCH.

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