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Empresa vai apresentar carro voador no Salão do Automóvel em Genebra

O evento que acontece em março vai mostrar as principais novidades de marcas do mundo todo  

Carro Voador
(Divulgação )

SÃO PAULO - O PAL-V Liberty, primeiro carro voador comercial criado pela empresa holandesa Pal-V, será apresentado no Salão do Automóvel em Genebra, Suíça. . O modelo da empresa que será exibido é feito de fibra de carbono e após sua apresentação a fabricante dará início a produção em série, informou Robert Dingemanse, CEO da empresa, ao site Composites World.

O executivo explicou que para as primeiras unidades serem entregues é preciso finalizar o processo de certificação do modelo. "Uma vez que a certificação completa for concedida, que acredito que será em meados de 2019, entregaremos as chaves do PAL-V Liberty aos nossos primeiros clientes", disse o CEO.

O modelo é um giroplano de três rodas que se parece com um helicoptero. Possui hélices e capacidade para até 2 pessoas. O carro é adaptado para tanto funcionar em terra, como um veículo normal, como também no ar, porém, precisa de uma pequena pista, de cerca de 20 metros, para pousar e decolar. 

Segundo a empresa, para dirigir o modelo o condutor precisa ter carta de motorista, além da licença para conduzir giroplanos, que pode ser obtida com horas de treinamento e provas teóricas. 

O modelo foi autorizado nos Estados Unidos pela Administração Nacional de Segurança de Trânsito Rodoviária (NHTSA), e também pelos termos da Comissão Europeia. Além de estarem de acordo com as normas da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

O Pal-V liberty é do tamanho de um carro popular padrão, vai funcionar com gasolina premium e poderá alcançar até 160 km/h na estrada e sua altitude máxima é de 11.480 pés, cerca de 3.450 metros.

O preço não é exatamente acessível. O modelo de entrada, “mais básico”, Liberty Sport custa US$ 400 mil, cerca de R$ 1,2 milhão. Porém, só será possível adquirir essa versão após o lançamento do Liberty Pioneer Edition, que vai custar US$ 600 mil, cerca de R$ 1,8 milhão. A ideia é colocar 90 unidades desse no mercado, antes de abrir a distribuição da versão mais barata. Pode ser que os valores sofram alguma alteração, já que a fabricante classifica os preços como “valores esperados de lançamento”.

A empresa tem filiais nos Estados Unidos, de onde venderá, naturalmente, para o mercado norte-americano, mas também, Canadá, México e Bermudas, países onde a empresa já tem clientes, além da Holanda. Não tem previsão de chegada ao Brasil, e a ideia é vender poucas unidades e adicionar o novo veículo aos poucos nos espaços urbanos ao redor do mundo.

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