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Caos automotivo: é hora de comprar um automóvel ou não?

Adquirir um carro traz diversas despesas, como manutenção, impostos, seguro, licenciamento e multas

direção carro volante

SÃO PAULO – No primeiro semestre deste ano, a produção de veículos recuou 18,5%, segundos dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Os consumidores pararam de comprar carros e os estoques das montadoras ficaram lotados. Tantos que várias marcas estão reduzindo o número de trabalhadores, fechando as fábricas e fazendo promoção para se livrar dos veículos encalhados.

No entanto, a grande questão que tormenta os consumidores é: comprar ou não comprar um carro?

De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, o custo ainda é alto e a recomendação é que a compra só deve ser feita com dinheiro à vista, e mesmo assim com muito cuidado, visto que o período de nossa economia ainda é instável.

“Promoções e feirões que oferecem condições especiais de pagamento ocorrem a todo o momento, ainda mais nessa situação de baixa no mercado. Portanto, dá pra ir com cautela, sem ansiedade”, explica.
 
Adquirir um carro traz diversas despesas, sendo que não dá pra considerar apenas o valor automóvel. Manutenção, combustível, IPVA, seguro, licenciamento, lavagens, estacionamento e possíveis multas são apenas alguns dos itens que devem ser levados em consideração.

“Fazendo uma conta rápida, o custo médio mensal representa algo em torno de 3% do valor do automóvel. Então, para um veículo popular de R$ 25 mil, daria R$ 750 por mês, o que, muitas vezes, é maior do que o valor das parcelas”, afirma.
 
Para quem não precisa do carro como instrumento de trabalho, comprar um é optar por mais segurança e comodidade, mas não chega a ser um investimento, pois há uma boa desvalorização. Por isso, é importante que, antes de decidir pela aquisição, se faça alguns questionamentos: de repente, um seminovo pode suprir muito bem as necessidades, conseguindo até um modelo melhor e gastando menos. Em grandes capitais, pode até ser pertinente o uso de transportes alternativos, como metrô e taxi.
 
Parcelamentos ou financiamentos devem ser usados apenas em último caso, por causa dos juros, o que aumentaria muito os custos dessa compra.

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