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Eurasia aponta 2 nomes quase reformistas como os "grandes vencedores" do último Datafolha

Joaquim Barbosa e Marina Silva apareceram como destaque da última pesquisa eleitoral, segundo a consultoria de risco político

Faixa presidencial
(Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

SÃO PAULO - A última pesquisa Datafolha, divulgada na madrugada de domingo, trouxe dois grandes ganhadores claros, de acordo com análise da consultoria de risco político Eurasia: Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Joaquim Barbosa (filiado ao PSB recentemente, mas que ainda não definiu sua candidatura).

Em um cenário sem Lula, Marina oscila entre 16% e 15% das intenções de voto em um cenário de empate técnico com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que tem 17% das preferências. Já Joaquim Barbosa chega a ter 10% dependendo do cenário.  O desempenho, aponta a Eurasia, deve alimentar especulações de que Marina e Barbosa possam compor uma chapa de olho no pleito.

Segundo a Eurasia, Marina se beneficia por ser conhecida do eleitorado e identificada como um nome de esquerda em um cenário cujos eleitores de Lula passam a olhar outras opções em meio à prisão do petista e sua inegibilidade. 

Já no caso de Joaquim Barbosa, a consultoria destaca em relatório que o seu desempenho foi acima do que se esperava, ainda mais levando em conta o desempenho do Datafolha de janeiro, quando ele tinha 5% das preferências em um cenário sem Lula e Marina. O ex-ministro do STF teve alta principalmente entre eleitores com maior escolaridade e que seguiram de algum modo seus movimentos para ser candidato, ainda que ele tenha tido uma exposição baixa na mídia. Assim, com o aumento da exposição, ele pode ser beneficiado e se tornár o "curinga da eleição", dada a rapidez com que ele está ganhando apoio. 

Nesse cenário, os candidatos tidos como "quase reformistas", como Marina Silva, Joaquim Barbosa e Jair Bolsonaro, estão bem posicionados para as eleições de outubro. Os quase reformistas, na visão da Eurasia, são  aqueles que apoiam reformas favoráveis ??ao mercado, mas cuja convicção e capacidade de realizar essas reformas estão em dúvida. Combinados, eles têm 45% de chance de vencer esta eleição, apontam. Marina, Barbosa, Bolsonaro e Álvaro Dias (PODE) fazem parte desse grupo.

A Eurasia aponta que, além de Marina, Ciro Gomes (PDT) é um dos que mais ganha  com a provável proibição de candidatura de Lula (PT). Contudo, apontam, "esperávamos que Gomes ganhasse terreno na base de apoio de Lula, mas a surpresa veio do fato de Marina Silva ter subido mais do que esperávamos". 

Já os candidatos de extrema esquerda que os analistas esperavam ganhar um ou dois pontos, como Manuela D’Ávila, do Partido Comunista e Guilherme Boulos, do PSOL, não ganharam nada. 

Sobre Bolsonaro, os analistas ressaltam que ele tem uma base de apoio muito mais leal do que qualquer outro candidato, exceto Lula, "o que significa que ele tem uma boa chance de chegar a qualquer segundo turno".

Já sobre os candidatos de centro, a consultoria destaca que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin luta para competir contra candidatos que estão absorvendo parte da tradicional base de apoio do PSDB, como Barbosa e o ex-governador do Paraná, Álvaro Dias. 

"Ele provavelmente subirá nas pesquisas quando campanha começar em agosto, mas seu ponto de partida é o pior do PSDB em comparação com eleições anteriores; seu perfil não está alinhado com as demandas dos eleitores para esta campanha", destacam os analistas. 

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