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O que os brasileiros esperam do próximo presidente da República? Pesquisa CNI/Ibope responde

Para a maioria dos brasileiros, honestidade será o atributo mais importante para o sucessor de Michel Temer no Palácio do Planalto

Eleições, urna eletrônica
(Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

SÃO PAULO - A menos de sete meses do primeiro turno, o cenário para a corrida presidencial segue incerto, com diversas possíveis candidaturas, um persistente desinteresse do eleitorado pelos nomes até o momento apresentados e um elevado pessimismo quanto aos possíveis resultados. Mesmo com o ambiente desalentador, os brasileiros já dão indicações do perfil que desejam para o próximo ocupante do Palácio do Planalto. É o que mostra o levantamento "Retratos da Sociedade Brasileira", feita pelo Ibope sob encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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De acordo com a pesquisa, a honestidade será o atributo mais valorizado pelos brasileiros na disputa pela sucessão do presidente Michel Temer. Quando questionados sobre as características pessoais dos candidatos, 87% dos entrevistados responderam que "ser honesto e não mentir em campanha" é muito importante. A margem de erro estimada do levantamento é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O nível de confiança utilizado é de 95%, o que significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados se repetirem, dentro da margem de erro, caso a pesquisa fosse realizada novamente sob as mesmas condições.

Na sequência dos atributos pessoais, aparecem "nunca ter se envolvido em casos de corrupção", com 84% de apontamentos, "transmitir confiança", com 82%, "ter pulso firme, ser decidido", com 78%, "ser sério, ter postura de presidente", com 76%, e "ser corajoso", com 73%. No pelotão de trás das características pessoais avaliadas como muito importantes aparecem "ser uma pessoa simples, gente como a gente", com 72% dos apontamentos, "ter uma família bem estruturada", com 62%, "falar bem em público", com 59%, "ter pouca exposição de vida pessoal", com 40%, e "ser da sua religião", com 29%.

Para a maioria dos entrevistados, a honestidade é mais importante até que a correspondência de ideias. De acordo com o levantamento, 41% concordam totalmente com a afirmação "prefiro votar em um candidato honesto que defenda políticas com as quais eu não concordo", enquanto 25% concordam parcialmente. Apenas 18% discordam totalmente e 12%, parcialmente. Quando a afirmação apresentada é "prefiro votar em um candidato acusado de corrupção, mas que pense como eu", 69% discordam totalmente, ao passo que 10% concordam parcialmente. Apenas 11% concordam totalmente com a colocação e 8%, parcialmente.

Do ponto de vista da formação e das características profissionais dos candidatos, 89% dos eleitores consideram muito importante "conhecer os problemas do país". Na sequência, aparecem: "ter experiências em assuntos econômicos" (77%), "ter boa formação educacional" (74%), "ter uma boa relação com os movimentos sociais" (71%), "ter experiência profissional de sucesso" (65%), "ter uma boa relação com a Câmara de Deputados e com os senadores" (64%), "ter experiência/trajetória na política" (62%), "ter uma boa relação com os empresários" (57%), "ter trabalhado no setor público" (47%), "ter trabalhado no setor privado" (40%) e "ser militar" (27%).

Quando o assunto é religião, 67% julgam ser muito importante que o presidente acredite em Deus, enquanto outros 12% concordam em parte com a afirmação. Apenas 18% discordam parcial ou totalmente. Sob a ótica das classes sociais, um candidato de família pobre é preferido pelos eleitores. Segundo o levantamento, 65% dos eleitores dizem discordar totalmente da afirmação "prefiro candidatos de família rica", enquanto 19% discordam em parte e apenas 6% concordam totalmente e 6% concordam parcialmente. 32% dos entrevistados concordam totalmente com a afirmação "prefiro candidatos de família pobre" e 20% concordam em parte, enquanto 21% discordam totalmente e 17% discordam parcialmente.

No âmbito das políticas públicas, 44% dos brasileiros gostariam que o foco do futuro presidente seja promover mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social. Outros 32% preferem atenção especial à moralização administrativa, com combate à corrupção e punição de corruptos, enquanto 21% pedem estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego.

Segundo a pesquisa, entre as mulheres, 50% elegem as mudanças sociais como prioridade para o futuro presidente, percentual que cai a 39% entre os homens. Eles, por outro lado, priorizam a moralidade administrativa mais do que elas: 38% contra 27%. Entre os brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo, 48% avaliam que a prioridade do novo presidente deve ser mudanças sociais, percentual que cai com o aumento da renda e passa a 39% dos que possuem renda familiar de mais de cinco salários mínimos.

Outro destaque do levantamento é o fato de 84% dos eleitores acreditarem ser muito importante que o próximo presidente defenda o controle de gastos públicos; 8% avalairam como importante a posição, 3% como razoavelmente importante e apenas 3% como pouco ou nada importante. Para 85%, é importante ou muito importante defender as políticas sociais. 90% também apontaram para a importância de se defender a transparência administrativa.

Pessimismo
A pesquisa CNI/Ibope também mostrou que 44% dos brasileiros estão pessimistas em relação à eleição presidencial, contra apenas 20% otimistas. No primeiro grupo, os motivos mais citados em respostas espontâneas são a corrupção (30%), a falta de confiança no governo e candidatos (19%) e a falta de opção entre os pré-candidatos (16%).

Entre os que se dizem otimistas, o motivo mais citado espontaneamente é a expectativa por mudança e renovação (32%). Os brasileiros também mencionaram a esperança no voto e na participação popular (19%), o sentimento de que se espera melhorias de forma geral (11%) e melhorias econômicas (9%).

Quando questionados se acreditavam nas promessas de campanha, 55% dos entrevistados discordaram totalmente, enquanto 20% discordaram em parte. Apenas 10% disseram acreditar totalmente nas propostas, enquanto 14% acreditam parcialmente.

A íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui.

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