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Arminio critica que "rico não paga IR no Brasil" e espera que votos de Huck migrem para Alckmin

Em entrevista ao Valor, Arminio defendeu uma ampla reforma tributária e falou sobre o cenário eleitoral para 2018

Armínio Fraga
(Divulgação/ PCO)

SÃO PAULO - Em entrevista ao Valor Econômico, o ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos Arminio Fraga falou sobre a importância de uma reforma tributária e da previdência, além de comentar sobre o cenário eleitoral após a desistência do apresentador Luciano Huck, com quem ele mantinha contato sobre projetos para o Brasil. 

Arminio defendeu uma ampla reforma tributária com a criação do IVA (Imposto sobre Valor Adicionado) e mudanças no Imposto de Renda para tributar mais a renda dos serviços que, em meio à "pejotização", é muito pouco taxada.

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"Acho que se deveria descarregar a necessidade de arrecadação em outros impostos, sobre um IVA bem feito e também no Imposto de Renda, onde há espaço, dado que rico, no Brasil, não paga imposto", afirmou. De acordo com ele, reformas como estas são algumas das medidas que poderão servir a um eventual governo reformista.

Visto como um dos entusiastas da candidatura de Luciano Huck, ao ser questionado sobre a desistência da candidatura pelo apresentador, Arminio afirmou que não estava trabalhando na candidatura do global, mas teve a oportunidade de conversar com ele muitas vezes no último ano.

O economista afirmou não ter dúvidas de que Huck irá para vida pública em algum momento. "Poderia ter ido agora, o que seria um movimento muito ousado; e poderia deixar para se preparar um pouco mais e ir mais adiante. Para uma pessoa com os talentos que ele tem, é uma ideia bastante boa também", afirmou.

Ao ser questionado sobre quem herda os votos que Huck teria, Arminio pontuou: "espero que o Geraldo Alckmin", pré-candidato pelo PSDB. 

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