Em mercados / politica

Polícia de SP afasta delegado responsável por fazer buscas na casa de filho de Lula

Operação feita a partir de denúncia anônima sobre consumo de drogas foi muito criticada

SÃO PAULO - Em meio a críticas sobre a operação, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afastou na última quarta-feira (11) o delegado da Polícia Civil Rodrigo Galazzo, responsável pela busca e apreensão na residência do filho do ex-presidente Lula, Marcos Lula da Silva, para verificar denuncias de suposto uso de drogas no local.

Por ordem do secretário Mágino Alves Barbosa, foi aberto procedimento administrativo ‘para apurar em que condições ocorreu a diligência de buscas’. A operação se baseou em uma denúncia anônima feita por telefone, em que o denunciante afirmou que haveria consumo de drogas na residência. Contudo, nada foi encontrado. 

Petistas criticaram a atuação da polícia, subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), e afirmaram que foi uma forma de atingir o ex-presidente. Pelo Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff classificou a operação de “uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático” e tratou o episódio como uma perseguição a Lula. “A intenção da polícia de Alckmin é fomentar a perseguição ao maior líder popular do Brasil, que no entanto tem o apoio do povo. Arbitrariedades policiais como estas levaram ao suicídio do reitor da UFSC Universidade Federal de Santa Catarina, um homem a quem não se deu direito de defesa", afirmou. 

Em nota na terça-feira, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse: "a busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida".

Já a secretaria de Segurança de São Paulo informou, por meio de nota divulgada na quarta-feira, que foi determinada a "instauração de procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu a diligência de busca e apreensão" realizada na casa do filho de Lula e que o delegado responsável pela diligência será afastado do caso "para preservação das investigações".

Lula
(José Cruz/ Agência Brasil)

Contato