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Senado corta salário, recolhe carro e apaga nome de Aécio Neves do painel de votação

Segundo o presidente do Senado, decisões haviam sido tomadas no dia 18, mas o nome no painel estava gerando confusão, por isso foi apagado

SÃO PAULO - Após ter seu nome apagado do painel de votações do plenário, Aécio Neves também teve o salário suspenso e o carro recolhido pelo Senado nesta quarta-feira (14). As informações foram enviadas por ofício pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ao ministro Marco Aurélio, relator do recurso de afastamento de Aécio no Supremo.

Além disso, o ofício diz que a verba indenizatória a que o parlamentar tem direito foi suspensa desde o dia 18 de maio, data em que Aécio foi afastado de suas atividades parlamentares por decisão do ministro Edson Fachin.

O portal do Senado na internet também retirou o nome de Aécio da lista de senadores em exercício e o incluiu na seção de senadores afastados, justificando com "afastamento por decisão judicial”. Nos últimos dias, o Senado vinha recebendo críticas de que não havia cumprido a determinação de afastar Aécio.

"Reclamaram, fotografaram tanto esse painel que a Mesa resolveu excluir o nome do senador pelo afastamento que veio do Supremo Tribunal Federal", explicou Eunício. "É para deixar bem claro que a Mesa Diretora e esta Presidência não descumpriram a decisão da Suprema Corte. E como gerava dúvida o nome ficar ali [...], estava bloqueado, e agora está apagado o nome para que não gere nenhum tipo dúvidas em relação a isso", afirmou.

O tucano foi afastado no dia 18 de maio, após a deflagração da Operação Patmos em pedido feito pela Procuradoria-Geral da República e acatado por Fachin. A PGR também já pediu a prisão do senador. Aécio é acusado dos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. Ele foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo propina e falando em medidas para barrar o avanço da Operação Lava Jato.

 

Aécio Neves
((Valter Campanato/Agência Brasil))

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