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Por 3 votos a 2, Primeira Turma do STF mantém prisão de irmã de Aécio Neves

Andrea Neves foi presa em 18 de maio por ordem do relator da operação Lava Jato na corte, ministro Edson Fachin

SÃO PAULO - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal negou, na tarde desta terça-feira (13), o pedido de liberdade da defesa e manteve presa Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão foi contra a posição do relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello. Votaram pela manutenção do quadro Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o relator.

Andrea Neves foi presa em 18 de maio por ordem do relator da operação Lava Jato na corte, ministro Edson Fachin. No entendimento da maioria dos membros da Primeira Turma, as acusações contra a irmã do parlamentar são graves e a prisão é necessária para garantir a interrupção de prática criminosa.

Na sessão, houve discussão entre os ministros Barroso e Marco Aurélio. Enquanto o primeiro disse que não tinha prazer em prender ninguém, o relator rebateu que tinha satisfação em soltar, "principalmente quando se trata de simples investigado e presente o princípio da não culpabilidade". "A sociedade chegou a um limite da indignação e, por isso mesmo, ela quer vísceras, ela quer sangue. E nós, como juízes, não podemos proporcionar isso", disse o ministro relator, voto derrotado nesta tarde.

O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal por estar vinculado a investigação que trata do senador afastado Aécio Neves e o presidente Michel Temer. As investigações da Procuradoria-Geral da República sinalizam que o tucano e a irmã teriam pedido R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da JBS. A defesa de Aécio Neves diz que a acusação de corrupção "não para em pé" e que "a conversa gravada clandestinamente pelo delator refere-se a uma relação privada".

Andrea Neves
(Reprodução/Youtube)

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