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PSDB registra sua primeira grande baixa após anúncio de que fica no governo Temer

"Espero que o partido encontre um muro suficientemente grande que possa servir de túmulo", afirmou Miguel Reale Jr., um dos autores do pedido de impeachment de Dilma

SÃO PAULO - O PSDB sofreu a sua primeira baixa importante após a decisão na noite da última segunda-feira (12) de que fica na base aliada do governo Michel Temer. O ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Miguel Reale Jr, anunciou que vai deixar a legenda. 

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele afirmou: "espero que o partido encontre um muro suficientemente grande que possa servir de túmulo". O jurista encaminhará sua decisão ao diretório nacional do partido nesta terça-feira (13), por meio de carta. "Foi difícil sair de um partido do qual fui vice-presidente em São Paulo, amigo de todos seus dirigentes, compartilhei ideais e esperanças, mas desisti diante de tantas vacilações e fragilidades onde não se pode ser fraco que é diante da afronta à ética", afirmou. Ao jornal, no dia 25 de maio, Reale disse ver motivos para pedir o impeachment de Temer, mas defendeu a renúncia para evitar que o Brasil passasse de novo pelo processo de impedimento. 

Para o blog de Gerson Camarotti no G1, Reale Jr. afirmou ainda: "não me sinto confortável em ficar num partido que permanece no governo Temer mesmo depois de todos os fatos revelado". Ele disse que não é correto o PSDB usar como argumento para permanecer no governo Temer a necessidade de aprovação das reformas. "O partido usa o discurso das reformas como desculpa. O PSDB poderia apoiar as reformas mesmo fora do governo". 

Executiva - PSDB
(Divulgação/PSDB)

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