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Recado a Moro "escancara" intenção de Palocci e muda a dúvida do mercado financeiro

Ex-ministro escancara intenção de delatar e mercado muda questionamento de "será que Palocci vai falar?" para "quanto ele vai contar?", destaca coluna Painel, da Folha

SÃO PAULO - O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff,  Antonio Palocci, fez uma "oferta" ontem, ao juiz Sérgio Moro: entregar informações "que vão ser certamente do interesse da Lava Jato".

De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, ao falar isso, ele escancarou que quer fazer delação premiada e sinalizou que enfrenta problemas para fechar o acordo de colaboração. Com a sua fala, ele indicou que busca intervenção de Moro para a negociação.

Vale ressaltar que há cerca de duas semanas ele teve uma reunião com a força-tarefa de Curitiba na Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016. Os principais temas que o político pretende tratar envolvem o ex-presidente Lula, assim como a corrupção de empresas do sistema financeiro, como bancos, além de conglomerados que não integram grupos de empreiteiras (veja mais clicando aqui). 

Desta forma, aponta a coluna Painel, essa indicação do ex-ministro mudou a interrogação que paira no mercado financeiro de “será que Palocci vai falar?” para “quanto ele vai contar?”.

Segundo a publicação, analistas do mercado financeiro dão como certo que Palocci indicará uma lista de problemas em negócios firmados com bancos pequenos e de investimento. Poderá dar detalhes, por exemplo, sobre a operação no Panamericano. Agora, a dúvida é se o ex-ministro envolverá as grandes instituições em seu relato.

Veja o trecho em que Palocci faz a "oferta" ao juiz Sérgio Moro:

Antônio Palocci
(Reprodução)

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