Por Marcos Mortari Em mercados / politica  20 abr, 2017 12h59

Os 23 deputados que "mudaram de ideia" e votaram com o governo na urgência da reforma trabalhista

Com placar de 287 votos favoráveis a 144 contrários em um quórum total de 432 parlamentares, o governo conseguiu superar o trauma de um dia antes

Por Marcos Mortari Em mercados / politica  20 abr, 2017 12h59

SÃO PAULO - Na noite da última quarta-feira, o governo conseguiu contornar uma derrota simbólica sofrida na véspera em meio a traições importantes dentro da base aliada. Em uma manobra regimental já esperada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocou novamente em pauta a votação de um requerimento que pedia urgência para o projeto de reforma trabalhista, o que daria mais celeridade ao texto, e obteve êxito na ofensiva.

Com placar de 287 votos favoráveis a 144 contrários em um quórum total de 432 parlamentares, o governo conseguiu superar o trauma de um dia antes. Naquela ocasião, o governo teve 230 votos favoráveis e 163 contrários, abaixo do quórum de 257 votos exigido neste tipo de matéria. O revés provocou incômodo no Planalto, que intensificou suas cobranças a parlamentares aliados "rebeldes". Além de deputados que não compareceram à votação, foram registrados 69 votos anti-governo e uma abstenção que contribuíram para o desfecho indesejado ao governo.

Desta vez, a ofensiva dos articuladores políticos do governo Michel Temer conseguiu trazer mais parlamentares da base para votar, mesmo em sessão plenária realizada na quarta-feira de uma semana com feriado na sexta-feira. A "cruzada" parlamentar também contou com a conversão de alguns infiéis: 23 dos 70 rebeldes registrados na última votação mudaram sua posição. O principal destaque positivo para o governo foi a bancada do PPS, que havia sofrido duras críticas pela infidelidade e desta vez votou coesa em acordo com os interesses do Planalto.

As bancadas de PP, PSD, PTB, Solidariedade e PSC, no entanto, mostraram que os esforços foram limitados e a rebeldia continua sendo um problema a tirar o sono dos articuladores de Temer. O próprio PMDB, partido do presidente, contou com 5 deputados contrários ao requerimento votado pela segunda vez. Outro partido muito criticado por alta infidelidade, o PSB teve 15 infiéis, marca menor que a vista na votação anterior, mas que representa 43% de toda a bancada da legenda.

Confira a lista dos deputados que mudaram de posição e votaram com o governo no segundo requerimento de urgência para a tramitação do projeto da reforma trabalhista na Câmara:

(Para saber como votou cada parlamentar, clique aqui)

PMDB (4)
Alexandre Serfiotis (RJ)
Kaio Maniçoba (PE)
Sergio Zveiter (RJ)
Walter Alves (RN)

PP (3)
Beto Salame (PA)
Mário Negromonte Jr. (BA)
Waldir Maranhão (MA)

PPS (1)
Arnaldo Jordy (PA)

PR (3)
Brunny (MG)
Silas Freire (PI)
Tiririca (SP)

PRB (2)
Jhonatan de Jesus (RR)
Jony Marcos (SE)

PSB (3)
Gonzaga Patriota (PE)
Hugo Leal (RJ)
Tenente Lúcio (MG)

PSC (1)
Professor Victório Galli (MT)

PSD (1)
Victor Mendes (MA)

PSDB (1)
Pedro Cunha Lima (PB)

PTN (3)
Dr. Sinval Malheiros (SP)
Ezequiel Teixeira (RJ)
Luiz Carlos Ramos (RJ)

Solidariedade (1)
Zé Silva (MG)

Waldir Maranhão
(Wilson Dias/Agência Brasil)

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