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Cunha costura "acordão", Maranhão bate o pé e Meirelles derrota políticos: os destaques do dia

Veja as principais notícias desta sexta-feira no Radar Político

SÃO PAULO - Os efeitos da renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados começam a ser percebidos em maior profundidade, enquanto as bancadas da casa se organizam para largar na frente pela corrida sucessória no mandato-tampão. No Executivo, a vitória do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre o mundo político na decisão da meta fiscal de 2017 foi vista com bons olhos por alguns nomes de respeito no mercado, embora alguma dose de ceticismo não ainda não tenha sido eliminada. Os grandes episódios da novela do poder deverão ser conhecidos pelo público na próxima semana. Enquanto isso, as expectativas são grandes.

Confira as principais notícias do Radar Político:

Maranhão confirma eleição para presidência da Câmara na quinta-feira e demite secretário
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), confirmou há pouco que a eleição para presidência da Casa será na próxima quinta-feira (14), contrariando os interesses do grupo mais próximo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que queria que o sucessor fosse escolhido já na terça. Maranhão também confirmou a exoneração, nesta sexta, do secretário-geral da Mesa Diretora, Silvio Avelino, que participou da reunião de líderes. [leia mais clicando aqui]

Em troca de renúncia, processo de cassação de Cunha deverá ser devolvido ao Conselho de Ética
A renúncia à presidência da Câmara, apresentada na véspera pelo deputado afastado Eduardo Cunha, abriu caminho para um acordo que pode lhe dar uma sobrevida no parlamento, fazendo com que seu processo retorne ao Conselho de Ética. Conta o jornal O Globo que, em articulação da qual participaram o presidente interino, Michel Temer, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Osmar Serraglio (PMDB-PR), e outros parlamentares da base, ficou decidido que, em troca da renúncia, o processo de cassação do mandato da qual Cunha é alvo seria devolvido ao Conselho. [leia mais clicando aqui]

Meirelles ganha da equipe política e o rombo de 2017 fica em R$ 139 bilhões
Nos meios econômico-financeiros privados foi recebida com aplausos a decisão do governo interino do presidente Michel Temer de fixar o déficit público do ano que vem em R$ 139 bilhões. Quem bateu o martelo sobre o número, que acabou surpreendendo todo mundo em Brasília que acompanhou as discussões nos últimos dias foi Temer, naturalmente. E o objetivo foi dar um forte sinal para a sociedade e os agentes econômicos do compromisso do governo com a austeridade fiscal. Temer corria o risco de perder nos meios empresariais e financeiros o voto de confiança que está tendo depois das concessões para o funcionalismo e para os estados. [leia mais clicando aqui]

Catorze deputados disputam mandato-tampão na presidência da Câmara
Conforme conta reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, as bancadas da Câmara já estão buscando uma organização para que as candidaturas à sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sejam lançadas. Seriam candidatos pelo PSB: Hugo Leal (RJ), Júlio Delgado (MG) e Heráclito Fortes (PI); pelo PMDB, Osmar Serraglio (PR) e Marcelo Castro (PI), pelo PSDB, Antônio Imbassahy (BA); pelo DEM, Rodrigo Maia (RJ) e José Carlos Aleluia (BA), pelo PSD, Rogério Rosso (DF); pelo PP, Esperidião Amin (SC); pelo SD, Carlos Manato (ES); pelo PRB, Beto Mansur (SP); pelo PR, Fernando Giacobo (PR) e pelo PTB, Cristiane Brasil (RJ). [leia mais clicando aqui]

Decisão de Cunha dá alívio ao Planalto, que quer se afastar da disputa
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a decisão de Cunha por renunciar ao mandato de presidente da Câmara foi visto como fator positivo ao governo do presidente interino Michel Temer, porém há pontos negativos que precisam ser destacados, como a ameaça de racha na base aliada por conta da disputa pelo poder. [leia mais clicando aqui]

Waldir Maranhão
(Wilson Dias/Agência Brasil)

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