PSDB pede extinção do PT com base em denúncia de Cerveró sobre financiamento

O trecho em questão envolve um possível recebimento de dinheiro do exterior para uso na campanha presidencial do PT de 2006

Por Rodrigo Tolotti Umpieres
 20 jan, 2016 14h46
Carlos Sampaio
(Luis Macedo/ Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO - O PSDB protocolou na Procuradoria-Geral Eleitoral ainda nesta quarta-feira (20) uma representação pedindo que seja investigado um trecho da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, adicionando um pedido de extinção do PT. O trecho em questão envolve um possível recebimento de dinheiro do exterior para uso na campanha presidencial do PT de 2006, o que segundo os tucanos é vedado pela Constituição e gera como consequência a perda do registro partidário.

Em documentação entregue à Procuradoria-Geral da República, antes do acerto da delação, Cerveró disse que a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 2006 recebeu R$ 50 milhões em propina, oriundos de uma negociação para a compra de US$ 300 milhões em blocos de petróleo na África em 2005.

Na representação, o PSDB aponta que "o proceder do PT põe em xeque a soberania nacional". "Não bastasse a enxurrada de recursos oriundos de corrupção, como demonstrou a Operação Lava Jato, agora é revelado que o Partido dos Trabalhadores se socorreu de recursos estrangeiros para suas campanhas eleitorais", consta da peça do partido.

"É uma denúncia gravíssima, apresentada por um integrante da quadrilha que operava o Petrolão, e que precisa ser investigada", afirmou o vice-presidente jurídico do PSDB, deputado federal Carlos Sampaio (SP)"A extinção do PT não decorre da nossa vontade, decorre de uma consequência legal", completou.

A representação tem como primeiro objetivo gerar a investigação das informações prestadas por Cerveró. Apenas se confirmado o recebimento de dinheiro do exterior em 2006, é que tem início a ação de perda do registro partidário. A eventual extinção do PT não gera a perda de mandato dos políticos eleitos pelo partido. Neste caso, os eleitos pela sigla teriam que se filiar a outra legenda, segundo os advogados do PSDB.

Vale lembrar que em delação premiada, Cerveró chegou a indicar também recebimento de propina no valor de US$ 100 milhões pelo "governo FHC". Questionado se o partido considera Cerveró um delator confiável, Carlos Sampaio afirmou que o STF homologou a delação e, portanto, todos os fatos narrados pelo ex-diretor que possuem consistência devem ser investigados. "O que ele fala deve ser investigado, mesmo quando ele se refere ao PSDB. O PSDB quer que seja investigado tudo aquilo que a PGR entenda que tenha pertinência. Tem consistência? Deve ser investigado", respondeu o tucano.

Com Agência Estado

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