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Os 9 eventos que prometem agitar o mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber para operar na próxima semana

Brasil e EUA
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após uma semana caótica não só na bolsa, mas em todo o Brasil, por conta da greve dos caminhoneiros, o investidor se prepara para uma agenda recheada de indicadores nos próximos dias e que deve deixar o clima no mercado ainda mais volátil. O Ibovespa afundou 5% no acumulado dos cinco últimos pregões - o pior desempenho semanal desde o "Joesley Day" - e agora o mercado fica atento à luta do governo para tentar realmente acabar com a paralisação, enquanto dados como o PIB (Produto Interno Bruto) nacional e o relatório de emprego nos Estados Unidos deixam os investidores atentos nos próximos dias.

Vale lembrar que tanto Brasil quando EUA terão feriados na próxima semana. Na segunda-feira (28), será o mercado norte-americano que não irá funcionar por conta do Memorial Day, enquanto a B3 não terá pregão na quinta-feira (31), no feriado de Corpus Christ.

Sobre a greve, mesmo que os caminhoneiros aceitam a suspensão, pelo menos uma das condições apresentadas pelo governo ainda dependerá de aprovação do congresso. Na quarta passada a Câmara dos Deputados aprovou o texto da reoneração da folha de pagamento de alguns setores e da isenção do PIS/Cofins sobre o diesel. A proposta agora fica nas mãos do Senado, que precisa votar logo o texto para evitar maiores problemas com os grevistas.

Na agenda de indicadores, na terça-feira (29), o IBGE divulga o resultado de abril da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Para os economistas da GO Associados, a taxa de desemprego deve recuar de 13,1% para 12,9% no trimestre encerrado em abril. "A queda do desemprego reflete tanto o componente sazonal, em virtude das contratações pós-início de ano, como a ligeira melhora da atividade econômica", explicam.

Na mesma data, a Secretaria do Tesouro Nacional informa o resultado fiscal de abril do governo central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência. A GO estima um pequeno superávit primário de R$ 500 milhões no mês. Segundo os analistas, o resultado positivo do mês é sazonal e reflete a arrecadação extra com os impostos recolhidos trimestralmente, como o IRPJ e CSSL.

Já na quarta-feira (30), será apresentado o dado mais esperado da semana, o PIB do primeiro trimestre, que deve ficar na casa de 0,5% segundo a GO Associados, que diz que o dado deve mostrar que o setor de serviços segurou o desempenho da atividade no período.

Agenda externa
A semana será bastante movimentada nos Estados Unidos, com dados econômicos relevantes como o PIB do primeiro trimestre na quarta-feira (30) às 9h. Além disso, também saem os dados de inflação ao consumidor na quinta-feira (31) às 9h30 e o relatório de emprego na sexta-feira (1). Esta combinação de indicadores é importante pois mostrará a dinâmica da economia americana e dará mais sinalizações se o Federal Reserve terá espaço para subir os juros 4 vezes ou manterá em 3 vezes este ano.

"Dados fortes de atividade, emprego e inflação podem levar ao aumento da aposta de uma postura mais agressiva pelo Fomc. Nessa última semana, o mercado reduziu a probabilidade de quatro altas de juros neste ano e voltou a precificar com maior probabilidade a possibilidade de apenas três altas", explicam os analistas da GO.

Na Ásia, em um contexto relativo de alívio das tensões comerciais entre os EUA e a China, os dados da sondagem da produção industrial (PMI) de maio serão publicados na quarta-feira (30) e quinta-feira (31). Os dados devem dar uma indicação sobre a dinâmica do setor industrial do gigante asiático.

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